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Presidentes israelense e polaco lembram de vítimas do Holocausto em Auschwitz

12/04/2018 09h52

Varsóvia, 12 abr (EFE).- Os presidentes da Polônia e Israel, Andrzej Duda e Reuven Rivlin, participaram nesta quinta-feira junto a milhares de jovens em um ato no antigo campo de concentração nazista de Auschwitz em lembrança de suas vítimas, na qual ambos tentaram diminuir as diferenças após a polêmica lei polaca sobre o Holocausto.

"Nunca foi intenção de nosso país aprovar uma lei que bloqueie o estudo e a busca da verdade histórica", disse Duda em um comparecimento conjunto com o seu colega israelense, onde insistiu que "jamais houve uma hostilidade sistemática contra os judeus por parte do povo polaco".

Rivlin pediu à Polônia que "garanta o estudo do ocorrido no Holocausto", em relação à polêmica lei sobre o Holocausto aprovada pelo Parlamento polaco neste ano, onde são contempladas penas de até três anos de prisão pelo uso da expressão "campos de concentração polacos", uma norma muito criticada por Israel e os Estados Unidos.

Esta norma supõe um ataque à liberdade de expressão e investigação, e dificulta um acercamento rigoroso aos eventos que rodearam o assassinato de milhões de judeus pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, dizem os israelenses.

A lei, que provocou uma crise diplomática entre Varsóvia e o Jerusalém, foi enviada ao Tribunal Constitucional polaco para que revise se o seu conteúdo vulnera a liberdade de expressão e investigação.

Duda e Rivlin participam junto a algo mais de 10 mil jovens, a maioria israelenses, na 30ª edição da Marcha "dos vivos" no antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, para lembrar das seis milhões de vítimas do Holocausto.

Só em Auschwitz, o maior campo de extermínio do Terceiro Reich, foram assassinados durante a II Guerra Mundial pelo menos 1,1 milhão de prisioneiros judeus, além de outros grupos, como ciganos, homossexuais e comunistas.