Rússia acredita que Londres "sequestrou" Serguei e Iulia Skripal

Moscou, 12 abr (EFE).- A Rússia denunciou nesta quinta-feira que o Reino Unido pode ter "sequestrado" o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Iulia, envenenados com gás nervoso em 9 de abril, para obrigá-los a participar de uma campanha de difamação contra Moscou.

"Existem todos os indícios de que se trata de um sequestro violento de cidadãos russos, ou da participação forçada e obrigada em um caso em cena" para acusar a Rússia de ter envenenado os Skripal, disse hoje em uma coletiva de imprensa a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russos, Maria Zakharova.

A Polícia Metropolitana de Londres publicou hoje um comunicado assinado por Iulia Skripal, de 33 anos, que a mulher desmente sua prima Viktoria, que vive em Moscou e que falou com a imprensa russa sobre a situação do pai e filha envenenada.

Iulia Skripal esclareceu que as "opiniões" de sua prima não são as suas e nem as de seu pai, e pediu que não visite e nem trate de entrar em contato com ela.

Zakharova colocou em dúvida a autenticidade do comunicado divulgado pelas autoridades britânicas, no qual a filha do ex-espião russo também rejeita, ainda que agradece, a ajuda oferecida pelo consulado russo em Londres.

O comunicado, denunciou a diplomática, "está redigido de uma maneira que confirma a declaração oficial das autoridades britânicas e exclui a possibilidade de qualquer contato de Iulia com o mundo exterior".

Por outro lado, a porta-voz de Relações Exteriores declarou que a Rússia não aceita as conclusões anunciadas hoje pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), que confirmou que os Skripal foram envenenados com gás Novichok, ainda que não tenha feito nenhuma referência à Rússia em seu relatório.

"A Rússia não aceitará nenhuma conclusão sobre o 'caso Skripal' enquanto não se garanta o acesso de especialistas russos aos materiais da OPAQ e a toda as informações reais que Londres tem sobre o incidente", afirmou Zakharova.

Segundo o Reino Unido, Iulia Skripal está agora em um alojamento "seguro", que proporcionou o Governo britânico, de cuja situação ou circunstâncias não transcenderam detalhes.

A mulher e seu pai, de 66 anos, sofreram em 4 de março um ataque com um agente nervoso denominado Novichok, de fabricação russa, orquestrado pela Rússia, segundo o Governo britânico.

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