Trump conversará com Macron e May antes de tomar decisão sobre Síria

Washington, 12 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua estudando uma resposta ao suposto ataque com armas químicas na cidade rebelde síria de Duma e conversará nesta quinta-feira sobre o assunto com os governantes de França e Reino Unido.

"Ainda estamos solicitando relatórios de inteligência e estamos tendo conversas com nossos parceiros e aliados. O presidente conversará nesta noite com o presidente (Emmanuel) Macron e com a primeira-ministra britânica (Theresa) May", informou a porta-voz Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, em comunicado.

O anúncio foi feito horas depois de o secretário de Defesa, James Mattis, reconhecer no Congresso que ainda não havia provas indubitáveis do ataque e dizer aos legisladores que Trump pensava em se reunir com seus principais assessores de segurança para tratar do assunto.

"Não se chegou a uma decisão final", anunciou Sarah ao fim do encontro na Casa Branca.

Horas antes desta declaração, o governo britânico já tinha expressado sua intenção de "continuar trabalhando" com os EUA e a França para buscar uma "resposta internacional coordenada" ao ataque químico do último fim de semana, no qual morreram pelo menos 43 pessoas, atribuído ao regime de Bashar al Assad.

Depois de dias nos quais o presidente Trump enviou uma série de mensagens beligerantes e se mostrou aberto a uma intervenção unilateral na Síria, nas últimas horas Washington diminuiu o tom.

O próprio Trump afirmou hoje que em nenhum momento tinha estabelecido um prazo específico para executar um possível ataque no país árabe, embora tenha adiantado que tomará "decisões muito em breve" sobre a Síria.

No entanto, durante o seu comparecimento ao comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, Mattis se mostrou mais prudente e expressou seu desejo de poder esperar a realização de uma investigação por parte dos inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) antes de tomar uma decisão.

Esta investigação, segundo o responsável do departamento de Defesa, poderia começar no prazo de uma semana.

Entre as represálias que o Pentágono está estudando se encontra a opção de bombardear oito possíveis alvos, entre os quais estariam dois aeródromos, um centro de pesquisa e um suposto centro de fabricação de armas químicas, informou a emissora "CNBC", que cita uma fonte anônima.

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