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Cúpula das Américas começa com menos da metade dos presidentes convidados

13/04/2018 23h01

Lima, 13 abr (EFE).- A 8ª Cúpula das Américas começou nesta sexta-feira em Lima com um discurso do presidente do Peru, Martín Vizcarra, anfitrião do evento, que contou com a presença de menos da metade dos presidentes dos 34 países convidados.

A cerimônia de abertura, realizada no Grande Teatro Nacional de Lima, e também contou com discurso do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. Ambos pediram a região para atuar contra a corrupção e a impunidade.

Vizcarra destacou o fato de a cúpula ser organizada pelo Peru em um momento no qual o país começa a se recuperar de uma crise política. O novo presidente assumiu após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, envolvido no escândalo da construtora Odebrecht.

"Faz três semanas que assumi o governo e nesta crise ficou claramente estabelecido que a corrupção tem enormes consequências sobre a governabilidade e o crescimento econômico", disse Vizcarra.

O presidente peruano acrescentou que os líderes da região têm o desafio compartilhado de lutar contra a corrupção e de recuperar a confiança dos cidadãos nas instituições.

"A corrupção gera perdas numerosas e nos impede de enfrentar com eficiência os problemas da sociedade", afirmou Vizcarra.

Nesse sentido, Vizcarra afirmou que o Compromisso de Lima, declaração que será assinada pelos líderes amanhã, contemplará acordos que contribuirão para melhorar o combate à corrupção na região, promovendo o acesso à informação pública, a participação da sociedade civil, a consolidação do respeito à liberdade de expressão e a proteção de informantes;

Já Almagro afirmou que a corrupção é uma doença hereditária e imune, que não reconhece fronteiras de nenhum tipo. No entanto, para ele, a democracia é a forma de combater o problema.

O secretário-geral da OEA afirmou que os países devem concentrar seus esforços em defender a democracia, os direitos humanos e as garantias fundamentais como antídotos contra a corrupção.

"O corrupto e o opressor são parentes próximos, pois o corrupto navega com toda comodidade nas águas da corrupção", disse.

Almagro citou como um "extremo exemplo" o corrupto que atua em um ambiente de ditadura e fez referência ao suposto ataque de armas químicas do governo sírio contra sua própria população.

"Não podemos aceitar a corrupção, nem a aplicação de modelos messiânicos", afirmou o secretário-geral da OEA.