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ELN atribui a "narcoparamilitares" o assassinato de jornalistas equatorianos

13/04/2018 18h02

Quito, 13 abr (EFE).- A delegação para os diálogos de paz da guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) atribuiu nesta sexta-feira a grupos "narcoparamilitares" a responsabilidade do assassinato de profissionais do jornal equatoriano "El Comercio" que foram sequestrados em 26 de março em uma região próxima da fronteira com a Colômbia.

"Expressamos nossa solidariedade com o governo e o povo-irmão equatoriano frente à agressão de grupos narcotraficantes que assassinaram os dois jornalistas e seu motorista", afirmou a guerrilha em um comunicado datado de Quito, sede dos diálogos de paz que mantém com o Executivo da Colômbia.

Segundo a guerrilha, "esses grupos de 'narcoparamilitares' se dedicam ao negócio do narcotráfico e não à luta revolucionária", apesar de "alguns de seus integrantes terem pertencido no passado às Farc".

O ELN, em seu comunicado, sustentou que "a origem de muitos dos problemas do narcotráfico, dos flagelos do mesmo para as nossas nações (...) estão na nefasta e fracassada política de guerra às drogas dos Estados Unidos".

"Reafirmamos nosso reconhecimento e gratidão ao governo e ao povo-irmão equatoriano pelo apoio aos esforços de paz que realizamos na Colômbia, em particular pelo apoio e pela hospitalidade que oferecem aos negociadores do governo colombiano e do ELN desde 7 de fevereiro do ano passado", acrescentou a guerrilha no texto.

O ELN reafirmou em sua nota que "seguirá empenhado na saída política para o conflito colombiano, como uma contribuição para que o continente seja um território de paz".

O presidente equatoriano, Lenín Moreno, confirmou hoje em Quito o assassinato dos três integrantes da equipe do jornal "El Comercio" que foram sequestrados em 26 de março na província de Esmeraldas, que faz fronteira com a Colômbia.

O assassinato é atribuído à frente "Oliver Sinisterra", grupo armado sob o comando de um ex-integrante das Farc conhecido como "Guacho", e o governo equatoriano estipulou uma recompensa de US$ 100 mil por informações que levem à sua captura.

No dia 26 de março, o jornalista Javier Ortega (36 anos), o fotógrafo Paúl Rivas (45 anos) e o motorista Efraín Segarra (60 anos) foram sequestrados na região de Mataje, na província de Esmeraldas.