Topo

Macron afirma que "não podemos tolerar banalização do uso de armas químicas"

13/04/2018 23h47

Paris, 14 abr (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou nesta sexta-feira que ordenou às forças armadas do seu país que intervenham na Síria junto ao Reino Unido e aos Estados Unidos porque "não podemos tolerar a banalização do uso de armas químicas".

Em comunicado, Macron ressaltou que o ataque "está circunscrito às capacidades do regime sírio que permitem a produção e o emprego de armas químicas" e explicou que o parlamento francês será informado da ofensiva e se abrirá um debate parlamentar, como estipula a Constituição.

Para Macron, "os fatos e a responsabilidade do regime sírio" no ataque químico que matou dezenas de pessoas no último dia 7 em Duma, perto de Damasco, "não oferecem nenhuma dúvida".

Por isso, considerou que "a linha vermelha estabelecida pela França em maio de 2017 foi ultrapassada".

O uso de armas químicas na Síria "é um perigo imediato para o povo sírio e para nossa segurança coletiva", completou Macron, adiantando que seu país e aliados retomarão "a partir de hoje" os esforços dentro das Nações Unidas com o objetivo de lançar um mecanismo internacional para o estabelecimento de responsabilidades.

Ele citou as prioridades da França na Síria: finalizar a luta contra o Estado Islâmico, permitir o acesso de ajuda humanitária à população civil e lançar uma dinâmica para alcançar uma solução política.

Além disso, o presidente francês afirmou que perseguirá a realização dessas prioridades "com determinação nos próximos dias e semanas".

"Conforme ao artigo 35, parágrafo 2, da Constituição, o Parlamento será informado e um debate parlamentar será organizado após esta decisão de intervenção das nossas Forças Armadas no exterior", afirmou o comunicado.