Ministro diz que perícia de fotos de jornalistas sequestrados é inconclusiva

(Atualiza com o retorno do presidente Lenín Moreno ao Equador).

Quito, 12 abr (EFE).- O ministro do Interior do Equador, César Navas, disse nesta quinta-feira que os resultados das primeiras análises das fotos dos corpos que seriam dos três profissionais do jornal "El Comércio" sequestrados na fronteira com a Colômbia não foram conclusivas e que o trabalho continuará nas próximas horas.

"Conversamos com as autoridades da Colômbia que também realizaram uma análise e fizeram uma perícia das fotografias. Elas também não foram conclusivas", disse Navas, em entrevista coletiva, realizada na sede do Sistema Integrado de Segurança, em Quito.

Vários membros do governo do Equador estão analisando as fotos que seriam dos corpos dos jornalistas do "El Comércio" sequestrados no último dia 26 de março, na fronteira com a Colômbia, que chegaram ao diretor da Fundação Andina de Observação e Estudo de Mídia (Fundamedios), César Ricaurte, de um veículo de imprensa colombiano, que recebeu as imagens.

"Confirmamos que recebemos fotografias da @RCNNoticias relacionadas com a situação da equipe jornalística sequestrada. Informamos as autoridades e familiares e agora estamos aguardando qualquer confirmação oficial", disse a Fundamedios, em sua conta do Twitter.

O Diretor da Unidade de Criminalística da polícia equatoriana, Fausto Olivos, disse em entrevista coletiva que, apesar de existir coincidências nas imagens revisadas, as investigações devem continuar.

"Podemos dizer que pelos meios científicos da análise das peças de roupa, estas são coincidentes com duas das pessoas sequestradas" e que depois de um "estudo biométrico do rosto, isso nos dá uma alta probabilidade que é coincidente com outra", afirmou Olivos.

Quanto à cena mostrada nas imagens, o especialista disse que existem "probabilidades da ocorrência do fato", mas que isso só poderia ser confirmado com a constatação da mesma cena do crime, por isso a investigação continuará.

Navas disse, após a exposição de Olivos, que "não há confirmação no momento" sobre a veracidade das informações recebidas e que elas "continuarão com as perícias" sobre este caso.

O ministro disse que há uma consternação generalizada na sociedade por este fato e garantiu que todas as informações técnicas foram passadas aos familiares das vítimas.

"Nosso país, sem dúvida, hoje enfrenta novos desafios, que é o crime organizado transnacional, que opera desde o território colombiano e pretende utilizar nosso território de fronteira para poder sustentar a economia do narcotráfico", disse Navas.

Além disso, afirmou que o Equador não "permitirá que essas economias criminosas se entrelaçam" no território nacional, pelo qual ele reivindica a unidade nacional.

"O país está unido e deve permanecer unido, defendendo a vida e a segurança de todos nossos compatriotas", completou Navas.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, dará hoje algumas declarações à imprensa, já no aeroporto de Quito, após retornar de Lima (Peru), sobre a situação dos três jornalistas sequestrados, segundo confirmação de fontes oficiais à Agência Efe.

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