Topo

Presidente da Colômbia condena assassinato de jornalistas equatorianos

13/04/2018 16h32

Lima, 13 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, condenou nesta sexta-feira o assassinado dos três profissionais do jornal equatoriano "El Comercio" que tinham sido sequestrados no fim de março perto da fronteira entre os dois países e ofereceu ajuda ao governo vizinho para prender os responsáveis.

Após participar de um evento com empresários na VIII Cúpula das Américas, em Lima, Santos atribuiu o crime a quadrilhas dedicadas ao narcotráfico e descartou que os assassinos sejam das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) porque, segundo ele, a guerrilha "deixou de existir há muito tempo".

O presidente colombiano se reunirá ainda hoje na capital peruana com a ministra de Relações Exteriores do Equador, María Fernanda Espinosa. De acordo com fontes ouvidas pela Agência Efe, a chanceler pode antecipar o retorno a Quito por causa do incidente, repetindo o que fez ontem o presidente do país, Lenín Moreno.

Santos indicou que não sabe onde os profissionais do "El Comercio" foram assassinados porque a Cruz Vermelha ainda não tem informações sobre o paradeiro dos corpos.

No entanto, o presidente lembrou que a responsabilidade do crime é atribuída pelo governo do Equador a um dissidente das Farc.

"Colaboraremos com o Equador em tudo o que for necessário para perseguir e capturar os responsáveis", afirmou Santos, que segue em constante comunicação com Moreno.

O presidente colombiano afirmou que as operações de ambos os lados da fronteira para encontrar os autores do crime já começaram.

"Disse ao presidente Moreno e reiterei que ele tem todo o apoio, solidariedade e colaboração para que os responsáveis deste crime sejam levados à justiça", reiterou Santos.

O jornalista Javier Ortega, de 36 anos, o fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e o motorista Efráin Segarra, de 60, foram sequestrados na província de Esmeraldas, quando realizavam uma reportagem sobre a crescente insegurança na região desde janeiro.

O sequestro e assassinato foram atribuídos ao grupo "Oliver Sinisterra", liderado por Walter Patricio Artízala Vernaza, um guerrilheiro dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).