Presidente do Peru acredita que corrupção chegou a "situação limite"

Lima, 13 abr (EFE).- O presidente do Peru, Martín Vizcarra, pediu nesta sexta-feira responsabilidade para enfrentar a "situação limite" na qual a corrupção colocou a classe política, para que boas intenções não fiquem apenas no papel.

Durante o encerramento da Cúpula Empresarial das Américas, prévio à Cúpula das Américas, no qual participou ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera, Vizcarra indicou que os acordos e papel não são suficientes e defendeu tomar atitudes concretas.

"Não podemos compreender como uma porcentagem tão grande dos recursos do erário nacional são usadas para essas práticas rechaçadas por todos", indicou Vizcarra, que assumiu o poder após a renúncia de Pedro Pablo Kucyznski, acusado de ter envolvimento com a construtora brasileira Odebrecht.

O Peru escolheu como tema da Cúpula das Américas a "governabilidade democrática frente à corrupção".

O presidente considerou fundamental conseguir uma maior transparência em cada decisão tomada pelos diferentes níveis de governo, para que todos os projetos, obras e atividades sejam de conhecimento público.

Vizcarra afirmou que esse esforço por conseguir maior transparência deve ser acompanhado do uso de novas tecnologias, que permita digitalizar os processos.

Além disso, o presidente peruano explicou que o grande problema atual das autoridades é que o povo não tem confiança no governo. Vizcarra, porém, destacou que é preciso trabalhar de maneira conjunta para solucionar os problemas.

"Se cumprirmos com o que nos corresponde, certo que o resultado será satisfatório. Também temos que conseguir que, de maneira organizada, a sociedade civil possa intervir na decisão dos projetos", completou o presidente peruano.

No diálogo, que teve como moderador o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, Vizcarra também defendeu o livre comércio ao indicar que a América Latina não pode ficar desligada do resto do mundo.

"Às vezes é mais fácil ter acordos de cooperação com países distantes do que com os que estão no nosso continente. É fundamental que comecemos a nos entender entre nós. É preciso trabalhar nesse sentido", lamentou Vicarra.

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