Raúl Castro não comparecerá à Cúpula das Américas

Lima, 13 abr (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, não comparecerá à 8ª edição da Cúpula das Américas que começa nesta sexta-feira em Lima, no Peru, e será representado por seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que já está na capital peruana, indicaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

Até agora, o governo cubano não tinha concretizado quem lideraria sua delegação no fórum regional, mas especulou-se que, diante da ausência de Castro, seria o primeiro vice-presidente, Miguel Díaz-Canel.

Castro, de 86 anos, deixará a presidência em 19 de abril após dois mandatos no comando da ilha e, embora não esteja confirmado oficialmente, espera-se que seu sucessor seja Díaz-Canel, de 57 anos.

Por isso, a cúpula seria a última participação de Raúl Castro como presidente em um evento internacional, e também de Díaz-Canel como primeiro vice-presidente, a menos de uma semana de sua chegada quase certa à chefia do Estado cubano.

A deste ano é a segunda Cúpula das Américas com a participação de Cuba, depois da do Panamá (2015), à qual o presidente Raúl Castro compareceu em pleno auge do degelo com os Estados Unidos, país com o qual o regime cubano sofreu um declínio nas relações bilaterais após a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Cuba foi suspensa da OEA pouco depois do triunfo da Revolução (1959) liderada por Fidel Castro e, apesar do fim do veto em 2009, o governo cubano descartou taxativamente sua reintegração.

Para Lima, o governo do país caribenho mandou esta semana uma numerosa representação da sociedade civil governista para participar dos fóruns sociais paralelos à cúpula de líderes, um grupo que protagonizou protestos pela presença nessas mesmas reuniões de representantes da dissidência cubana.

Cuba considera que essas pessoas não representam sua sociedade civil, mas são grupos "contrarrevolucionários" patrocinados por outros países.

O país caribenho também condenou a retirada do convite à Cúpula das Américas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Além disso, Havana mantém um duro enfrentamento com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, muito crítico com o país caribenho desde a sua chegada ao cargo e a quem, nos últimos dois anos, Cuba negou sua entrada quando pretendia comparecer a um evento organizado por um grupo opositor.

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