Santos classifica assassinatos de jornalistas como "crime atroz"

Lima, 13 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, classificou nesta sexta-feira como "crime atroz" o assassinato de três profissionais do jornal equatoriano "El Comercio" e ofereceu colaboração ao governo do país vizinho para capturar os responsáveis pelo crime.

"Reiteramos nossa solidariedade e nossa total disposição para apoiar e ajudar em qualquer sentido", afirmou o presidente colombiano em pronunciamento ao lado da chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa.

Santos, que está em Lima, no Peru, para participar da Cúpula das Américas, afirmou que esses são os momentos nos quais a parceria entre os países são mais do que necessárias.

"Quando os governos e os países colaboram, os únicos que perdem são os delinquentes, os criminosos, e é isso o que estamos fazendo com o Equador", disse o presidente colombiano.

Espinosa e Santos realizaram uma reunião de apenas 30 minutos no hotel de Lima onde estão as delegações dos respectivos países em um intervalo entre a Cúpula Empresarial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Cúpula das Américas.

Com base nas experiências que já viveu em seu país, o presidente colombiano reconheceu as dificuldades geradas por situações como a morte dos três profissionais do jornal "El Comercio" e ofereceu o apoio do seu governo ao Equador.

"Dei instruções nesta manhã ao ministro da Defesa para que viajasse ao Equador. Neste momento, ele está conversando com o próprio presidente e os ministros", explicou Santos.

Durante as três semanas do sequestro até a confirmação da morte hoje, os familiares dos profissionais do jornal "El Comercio" e a imprensa equatoriana questionaram a falta de cooperação da Colômbia.

O Equador também exigiu que a Colômbia assumisse parte da responsabilidade pelo caso, registrado na fronteira os países.

O sequestro foi atribuído a um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), supostamente vinculada ao narcotráfico, que atuaria no sul do país.

Hoje, perguntado sobre o assunto, Santos não quis confirmar a localização dos corpos dos profissionais, mas afirmou que deu instruções para o envio de mais militares à fronteira.

"O responsável desse crime cairá", afirmou Santos.

A chanceler do Equador respondeu às críticas de ter permanecido em Lima em um momento tão delicado e disse que só ficou para conseguir apoio internacional para resgatar os corpos.

Espinosa revelou que se encontrou com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, e com representantes da Cruz Vermelha.

"Essa é a razão da minha presença aqui. A colaboração de todos os países é imprescindível para lutar contra o crime transnacional", explicou a chanceler.

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