SIP repudia "covarde assassinato" de jornalistas equatorianos

Medellín (Colômbia), 13 abr (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou nesta sexta-feira o "covarde assassinato" dos três funcionários jornal equatoriano "El Comercio" sequestrados por dissidentes das Farc na fronteira com a Colômbia, crime que considerou um ultraje à imprensa de todo o continente americano.

"Não só estes três colegas, mas também os povos do Equador e da Colômbia, e o jornalismo de toda a América foram ultrajados por este tipo de crime desumano e atroz que acreditávamos ter desaparecido da região", afirmou a SIP em uma declaração emitida em Medellín, onde começou hoje sua reunião de meio ano.

No comunicado, que foi lido pelo presidente da SIP e do jornal peruano "La República", Gustavo Mohme, a organização considerou o jornalista Javier Ortega, de 36 anos; o fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e o motorista Efraín Segarra, de 60, como "mártires do jornalismo".

Por essa razão, a SIP solicitou às autoridades "que não façam nenhuma concessão ao terrorismo e que frente a ele todos os países e instituições atuem com a máxima segurança e energia com respeito aos direitos humanos".

Além disso, reivindicou que capturem os assassinos dos três membros da equipe jornalística para "submetê-los à Justiça".

"Exigimos aos líderes reunidos na 8ª Cúpula das Américas no Peru que o assassinato destes novos mártires do jornalismo não fique impune", acrescentou a SIP.

Os três integrantes da equipe jornalística foram sequestrados na região de Mataje, na província de Esmeraldas, onde apuravam informações sobre os ataques ocorridos nessa região desde janeiro.

Os sequestros e assassinatos foram atribuídos e reivindicados, segundo comunicados que chegaram a meios de comunicação colombianos e fundações equatorianas, à autodenominada Frente Oliver Sinisterra, grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lideradas pelo equatoriano Walter Patricio Arizala Vernaza, conhecido como "Guacho".

O assassinato dos três funcionários do "El Comercio" foi confirmado hoje pelo presidente equatoriano, Lenín Moreno, que comunicou ao país "com profundo pesar" o desenlace fatal do sequestro de Ortega, Rivas e Segarra

Após a confirmação do assassinato, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que recebeu um pedido para intermediar na recuperação dos corpos.

Frente a isso, a SIP destacou que "o fato de que os assassinos tenham pedido uma trégua para entregar os corpos das vítimas revela a extrema covardia e o ostentoso desprezo pela vida dos que se defendem por trás destes mártires do jornalismo nas Américas".

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