Ali Khamenei denuncia "grande crime" na Síria após bombardeios

Teerã, 14 abr (EFE) - O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, denunciou neste sábado que as autoridades de Estados Unidos, França e Reino Unido cometeram "um grande crime" na Síria com seus bombardeios.

"Não obterão nenhum benefício, assim como não tiveram quando cometeram os mesmos atos criminosos no Iraque e no Afeganistão", disse Khamenei por meio de um comunicado.

O líder supremo iraniano assegurou, além disso, que os EUA apoiaram "discretamente" o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e "não exerceram nenhum papel na derrota do EI".

"Os EUA devem saber que não importa quanto (dinheiro) gastem, não ganharão nada desta região", acrescentou, em alusão às declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre as quantias investidas por seu país nos conflitos do Oriente Médio.

Khamenei ainda responsabilizou Washington de respaldar "os opressores" dos muçulmanos e de nem sempre preocupar-se com as armas químicas, como quando foram empregadas pelo falecido ditador iraquiano, Saddam Hussein.

"Operam como um ditador internacional (...), mas serão derrotados", concluiu.

Firme aliado do regime sírio de Bashar al Assad, o Irã considera que o suposto ataque químico que desencadeou os bombardeios foi uma "desculpa" para lançar uma ação militar.

Teerã respalda o regime de Damasco com assessores militares dos Guardiães da Revolução e com milicianos xiitas no terreno.

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