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China rejeita ataque e afirma que ação dificulta solução de guerra na Síria

14/04/2018 07h37

Pequim, 14 abr (EFE).- A China rejeitou, neste sábado, o ataque conjunto realizado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido sobre a Síria, alegando a ação foi contrária à Carta das Nações Unidas, violando o direito internacional, além de dificultar a busca de uma solução para o conflito.

"Qualquer ação militar unilateral que escapa do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional", afirmou Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, através de um comunicado.

Uma ação desse tipo "também acrescentará fatores novos e complicados para a solução da questão síria", completou.

O ataque aéreo de hoje teve como alvo instalações suspeitas de estarem relacionadas a programas sírios de armas químicas. No entanto, a China ressaltou que "uma investigação ampla, justa e objetiva" sobre o suposto emprego destas armas no conflito sírio é necessária.

Até que não haja uma investigação deste tipo que ofereça "conclusões confiáveis", Pequim considera que ninguém "pode prejulgar os resultados", ressaltou o comunicado.

A porta-voz oficial chinesa insistiu sobre a posição tradicional de Pequim de que "a única solução realista" para o confronto sírio é um acordo político e que todas as partes interessadas da comunidade internacional devem apoiar as Nações Unidas na busca pela paz.