Espanha considera ataque contra a Síria uma ação "legítima e proporcional"

Madri, 14 abr (EFE).- O governo da Espanha considerou neste sábado que o ataque militar conjunto dos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria é "uma ação limitada em seus objetivos e meios" e, portanto, uma resposta "legítima e proporcional".

O chefe do governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy, confirmou que a Espanha foi informada da intervenção e do seu caráter "limitado", justificado, pois a população civil síria está sofrendo "brutais ataques" e "crimes contra a humanidade" por parte do regime do presidente Bashar al-Assad.

Através de um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores espanhol enquadra a operação no uso de armas químicas pelo governo sírio contra a população civil, algo que classifica como de "extrema gravidade".

"Um ataque de armas químicas é um crime contra a humanidade. Os responsáveis por este e outros ataques anteriores devem ser levados à justiça", argumentam as autoridades espanholas.

O governo também lamenta a "paralisia" do Conselho de Segurança da ONU nesta questão, e lembra que ações internacionais conjuntas são sempre preferíveis às ações unilaterais. Além disso, "devem ser proporcionadas, como foi nesta ocasião".

Da mesma forma, o governo espanhol apela aos que apoiam ao regime sírio "toda a pressão necessária" para evitar os ataques contra a população civil, e insiste em que apenas um processo político de transição, liderado pelas Nações Unidas, pode levar a paz "definitiva" para a Síria.

A Espanha "apoia completamente este processo como única forma de acabar com imagens como a que temos visto nos dias de hoje em que crianças morrem em meio a sofrimentos atrozes. Nada justifica algo assim", segundo o comunicado.

Em um comunicado lido na cidade de Zamora, Rajoy disse que "os ataques contra a população indefesa, contra mulheres e crianças, não podem ficar sem resposta" e o que aconteceu na Síria "supera as constantes violações do cessar-fogo".

Ele também explicou que o objetivo do ataque foi "reduzir a capacidade do regime (sírio) de perpetrar novos ataques contra a sua população".

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