França diz que "boa parte" do arsenal químico sírio foi destruído

Paris, 14 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou neste sábado que "foi alcançado o objetivo" do ataque da noite passada sobre a Síria e que, como consequência dos bombardeios, "boa parte do seu arsenal químico foi destruído".

Em entrevista no canal de notícias "BFMTV", Le Drian expressou sua confiança de que o regime de Bashar al-Assad e seus aliados tenham "compreendido a lição" após os bombardeios, e afirmou que se tiver outro ataque com armas químicas "haverá outra resposta".

"O objetivo era destruir os instrumentos químicos do regime e mostrar a Al Assad que quando é cruzada a linha vermelha, há consequências", disse.

Ele explicou que, na ausência de completar as análises sobre o tipo de armamento químico que supostamente foi utilizado contra a população civil em Duma, há uma semana, a França tem a segurança que havia cloro, embora, pelos efeitos constatados entre as vítimas, poderia haver outros elementos.

O governo francês divulgou hoje um documento com as supostas provas do uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad, mas nele se reconhece que se trata de informações dos seus serviços de inteligência e que não houve uma análise de amostras químicas.

Le Drian considerou que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que acaba de chegar à Síria para investigar o ocorrido em Duma, chega "tarde demais", embora tenha mostrado apoio ao seu trabalho para esclarecer as condições do ataque.

E assegurou que a visita que o presidente francês, Emmanuel Macron, pretende fazer no final de maio à Síria não foi colocada em questão pela ação dos aliados.

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