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Presidente do Peru encerra cúpula com pedido de "tolerância zero" à corrupção

14/04/2018 19h04

Lima, 14 abr (EFE).- O presidente do Peru, Martín Vizcarra, encerrou neste sábado a 8ª Cúpula das Américas com um apelo para que se apliquem os compromissos que permitam uma "política de tolerância zero contra os atos corruptos" na região.

"Sem dúvida resta ainda muito caminho a percorrer, mas consideramos que demos um grande passo. Anteponhamos as necessidades de nossos cidadãos à diversidade das nossas opiniões", declarou Vizcarra ao término dos discursos de 31 dos 33 presentes na reunião regional.

Vizcarra agradeceu aos participantes da cúpula por seu "compromisso" com as iniciativas propostas na reunião e disse que a intenção foi "adotar compromissos concretos para prevenir e lutar contra a corrupção".

Nesse sentido, destacou que os líderes "demonstraram a firme vontade de avançar para o fortalecimento da governabilidade democrática na região" e que "as conquistas obtidas" permitirão garantir a confiança nas instituições e o respeito ao Estado de direito, entre outros temas.

"Todos tiveram a oportunidade de expressar e brindar suas contribuições a favor da luta contra a corrupção" comentou, para depois dizer que as medidas adotadas no Compromisso de Lima demonstram que "se saiu do âmbito declarativo para passar à ação".

"Esta aliança regional contra a corrupção, à qual todos respondemos afirmativamente, terá como base a decisão e a vontade política de cada governo para trabalhar e cooperar com os demais Estados em um enfoque destinado a estabelecer uma política de tolerância zero diante dos atos corruptos", acrescentou.

Vizcarra mencionou que entre os compromissos se pretende fortalecer as instituições democráticas, a autonomia e a independência judicial, reforçar o papel da educação na formação de valores democráticos e cívicos, e fortalecer a formação pública com base nas melhorias práticas aplicáveis.

Também se propôs promover o uso de novas tecnologias para facilitar o governo digital e a transparência, proteger os denunciantes, testemunhas e informantes de atos de corrupção, assim como o trabalho dos jornalistas e das pessoas que averiguam estes atos e as medidas que promovam a transparência.

Além disso, se pretende promover o uso de sistemas eletrônicos para compras governamentais, implementar as disposições da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e promover "a mais ampla cooperação" na investigação de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e suborno, assim como o aprofundamento do Estado em redes e iniciativas multilaterais contra a lavagem de ativos.

Após resumir os acordos alcançados na reunião, Vizcarra também reiterou a "profunda preocupação com a crise na Venezuela" e pediu ao governo desse país que permita o ingresso de ajuda humanitária e que se realizem "eleições com garantias necessárias para um processo justo, transparente e democrático".