Rússia confirma que não usou suas defesas no ataque dos EUA contra a Síria

Moscou, 14 abr (EFE).- O Ministério da Defesa da Rússia confirmou neste sábado que não utilizou seus sistemas de defesa antiaérea instalados na Síria para repelir o ataque dos Estados Unidos e seus aliados contra instalações do governo de Bashar al-Assad.

"Nossos sistemas antiaéreos não foram usados. Nenhum míssil (aliado) entrou na área" defendida pela Rússia, disse em entrevista coletiva, o chefe de operações do Estado Maior russo, Sergei Rudskoi.

No entanto, as defesas russas instaladas na base aérea de Khmeimim e no porto de Tartus, na província de Latakia, "foram colocadas em alerta de combate", enquanto "os caças russos sobrevoavam" a área, disse o general.

Rudskoi afirmou que os sistemas antimísseis da Síria, a maioria dos quais são de produção soviética, derrubaram 71 foguetes lançados pelos EUA e Reino Unido.

No último ano e meio, "a Rússia restabeleceu os sistemas de defesa antiaérea da Síria e segue trabalhando no seu aperfeiçoamento", completou.

"Há alguns anos, por conta de um pedido insistente de nossos parceiros ocidentais, renunciamos o fornecimento à Síria os (sistemas) s-300. Após o ocorrido, acreditamos oportuno voltar a estudar este assunto", afirmou o general.

Por outro lado, Rudskoi assegurou que no ataque realizado pelos aliados, nenhum militar sírio faleceu.

Ele também observou que, além dos objetivos científicos e industriais, o ataque foi dirigido contra três aeroportos das Forças Aéreas sírias, entre eles a base aérea de Shayrat, atacada no ano passado pelos americanos.

Segundo o militar russo, as forças sírias conseguiram derrubar todos os mísseis dirigidos contra esses aeroportos.

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