Trudeau pede a aliados de Maduro que pensem no povo venezuelano

Lima, 14 abr (EFE).- O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu neste sábado aos países das Américas que defendem o "regime assassino e autoritário" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que pensem no povo da Venezuela e mudem sua posição.

"Dissemos a nossos amigos e vizinhos que dizem ser amigos da Venezuela que ser um verdadeiro amigo da Venezuela hoje deve significar ser um amigo do povo venezuelano, e não só do governo autoritário de Maduro", disse Trudeau em entrevista coletiva ao final da 8ª Cúpula das Américas em Lima.

"A crise humanitária tem que acabar. Isso começa com ajuda humanitária, mas também requer que mais e mais vozes da região se pronunciem em solidariedade com o povo venezuelano", acrescentou.

Trudeau pediu a Maduro que permita "que a ajuda humanitária possa ser entregue ao povo da Venezuela", embora tenha expressado reservas sobre a possibilidade de que o Canadá imponha mais sanções a Caracas.

"Honestamente, estamos muito preocupados sobre fazer algo que complique mais a vida de gente que já está sofrendo sob este regime assassino e autoritário", considerou.

Por outro lado, perguntado pelo interesse expressado pelo presidente americano, Donald Trump, de reintegrar os Estados Unidos ao Tratado Transpacífico (TPP), Trudeau se mostrou aberto a essa ideia.

"O TPP11 é um acordo comercial que está aberto" a novos integrantes, afirmou sobre o chamado Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (TPP11), assinado pelos 11 países que negociaram o TPP com os EUA e que finalmente formaram uma associação por sua própria conta após a saída de Trump do pacto.

Sobre os rumores de que nas próximas semanas haverá um acordo na renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA) entre EUA, México e Canadá, Trudeau declarou que seu país não tem as mesmas "limitações" que seus vizinhos pela proximidade das suas respectivas eleições.

No entanto, ressaltou que o Canadá está disposto a adaptar-se aos calendários que convenham a seus parceiros comerciais e que "se estão fazendo avanços para fechar vários capítulos", embora "reste trabalho a fazer".

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