Equador pede que Conselho Permanente da OEA analise situação na fronteira

Quito, 16 abr (EFE).- O governo do Equador pediu uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para esta sexta-feira, a fim de analisar a situação de violência na fronteira com a Colômbia, agravada com o assassinato de um equipe do jornal "El Comercio", de Quito.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa, ao final de uma reunião em Quito com sua homóloga colombiana, María Ángela Holguín, e os ministros de Defesa do Equador e da Colômbia, Patricio Zambrano e Luis Carlos Villegas, respectivamente.

Entre as ações internacionais desenvolvidas pelo assassinato dos jornalistas "se pediu que se convoque um Conselho Permanente da OEA, nesta sexta-feira em Washington, para informar a todos os países do hemisfério sobre a situação da nossa fronteira", indicou Espinosa.

A chanceler equatoriana disse que nessa reunião também formulará uma chamada "à corresponsabilidade, porque o crime transnacional e o narcotráfico são uma responsabilidade mundial e hemisférica".

Espinosa não duvidou em identificar o mandante do assassinato dos jornalistas como o homem conhecido como "Guacho", um dissidente da ex-guerrilha das Farc que é apontado como o principal suspeito desse crime e da morte de outros quatro solados, na mesma região.

"O nosso inimigo é 'Guacho', é sua quadrilha, é uma quadrilha criminosa que causou muito dano ao Equador", destacou a chanceler equatoriana.

Por sua vez, a chefe da diplomacia colombiana, após lembrar que seu país preside o Conselho Permanente da OEA, declarou que "só unidos é que vamos poder enfrentar este narcoterrorismo", ressaltando que este é "um problema continental e mundial".

As autoridades de Defesa e de Relações Exteriores do Equador e da Colômbia decidiram hoje em Quito coordenar ações para capturar "Guacho".

Após a reunião, os dois países destacaram o trabalho coordenado e anunciaram a criação de uma plataforma para o sistema migratório que incluirá informação judicial e penal de todas as pessoas que ingressam ao Equador e à Colômbia.

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