May afirma no Parlamento que ataque à Síria foi "legalmente correto"

Londres, 16 abr (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, defendeu no Parlamento nesta segunda-feira que o ataque coordenado com os Estados Unidos e a França contra instalações do regime sírio no último sábado foi "legalmente correto", apesar de não contar com o apoio do Conselho de Segurança da ONU.

"Não se tratava de intervir em uma guerra civil nem de mudar um regime. Foi um ataque efetivo e com objetivos limitados para aliviar o sofrimento dos cidadãos sírios", disse May aos parlamentares.

O líder da oposição britânica, o trabalhista Jeremy Corbyn, argumentou que a ação foi "legalmente questionável", dado que não se tratava de uma operação em defesa própria nem contava com a aprovação das Nações Unidas.

Corbyn ameaçou May com a publicação "completa" da assessoria proporcionada pela Procuradoria-Geral do Reino Unido, que, segundo a chefe de governo, deu sinal verde ao ataque do ponto de vista jurídico.

Após ter recebido críticas por não ter pedido permissão ao Parlamento antes de ordenar a intervenção militar, a primeira-ministra disse na Câmara dos Comuns que "não se podia esperar para aliviar o sofrimento humanitário provocado pelo ataque com armas químicas" que supostamente foi realizado no dia 7 de abril pelo regime sírio.

Especialistas médicos e cientistas do Reino Unido analisaram vídeos e imagens obtidos de "fontes abertas" para concluir que centenas de pessoas foram expostas a "químicos tóxicos" na cidade síria de Duma, expressou May.

O governo britânico também levou em conta os depoimentos em "primeira mão" de trabalhadores de ONGs no local e relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A primeira-ministra acusou o regime de Bashar al Assad de ter "tentado ocultar as provas" do suposto ataque químico e garantiu que existe uma "ampla operação" que conta com o apoio da Rússia.

Ao avaliar por que não esperou uma conclusão por parte da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) sobre o bombardeio em Duma, May criticou que Síria e Rússia estão impedindo os inspetores internacionais de chegarem até essa cidade.

A governante britânica argumentou que a missão da OPAQ "só pode avaliar se foram utilizaram armas químicas", mas "não pode atribuir responsabilidades", uma falta de capacidade que May atribui ao veto russo em novembro de 2017 para estabelecer um mecanismo que permita esse tipo de investigação.

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