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Equador confirma sequestro de 2 cidadãos em área fronteiriça com a Colômbia

17/04/2018 10h49

Quito, 17 abr (EFE).- O ministro do Interior do Equador, César Navas, confirmou nesta terça-feira o sequestro de dois cidadãos, um homem e uma mulher ainda não identificados, na área fronteiriça com a Colômbia onde três jornalistas foram sequestrados e assassinados na semana passada.

Em entrevista coletiva, Navas apresentou o vídeo em que o casal pede ao presidente equatoriano, Lenín Moreno, que ajude nas negociações para sua libertação.

"Senhor presidente, por favor nos ajude para que não nos aconteça o que aconteceu com os jornalistas", diz o homem em uma gravação que foi exibida na entrevista coletiva.

Navas afirmou que o vídeo chegou por "meio do canal de comunicação de 'Guacho'", o dissidente a quem é atribuído o sequestro e assassinato de três membros de uma equipe de imprensa do jornal "El Comercio", sequestrados em 26 de março.

"Nós temos filhos, temos família para ver no Equador, não temos nada a ver com esta guerra", acrescenta o sequestrado que aparece, assim como a mulher, com uma corda no pescoço e as mãos amarradas, cercados por dois homens armados e de costas para a câmera.

Embora o sequestrado diga que são "cidadãos do Equador", Navas apontou que não se sabe o nome e nacionalidade do casal que aparece na filmagem.

O vídeo foi enviado ao governo equatoriano diretamente pelos sequestradores, ao contrário do caso anterior, em que foi entregue a um canal de televisão colombiano.

Navas revelou que é a primeira vez que o "Guacho", o líder do grupo dissidente "Oliver Sinisterra", que reivindicou a autoria do sequestro anterior, envia diretamente ao governo uma prova de vida de seus reféns.

Após exibir as imagens, o ministro pediu aos veículos de imprensa que ajudem na divulgação para identificar os cidadãos sequestrados e chamou os sequestradores "covardes" por usarem "escudos humanos para chantagear o povo equatoriano".

"Querem nos roubar a paz que vivemos, mas não vamos permitir", afirmou Navas.

O sequestro e assassinato da equipe jornalística, e agora a captura do casal estão inseridos na luta do governo do Equador contra narcotraficantes na província fronteiriça de Esmeraldas, onde desde o final de janeiro dissidentes das Farc realizaram sete atentados com explosivos, nos quais morreram quatro militares e 30 ficaram feridos.