Presidente do Equador dá prazo de dez dias para prender "Guacho"

Quito, 16 abr (EFE).- O presidente do Equador, Lenín Moreno, deu na segunda-feira um prazo de dez dias aos seus ministros encarregados da área de segurança para capturar o homem conhecido como "Guacho", principal suspeito do assassinato dos três integrantes de uma equipe do jornal "El Comercio", de Quito.

"Os ministros responsáveis por esse processo têm um prazo de dez dias para realizá-lo. Tenho a certeza que vamos conseguir!", afirmou Moreno, na sua tradicional mensagem das segundas-feiras, por rádio e televisão.

O prazo de dez dias é o mesmo que Moreno deu ao equatoriano Walter Patricio Arizala Vernaza, conhecido como "Guacho" e dissidente da ex-guerrilha FARC, que se entregue para as autoridades.

Ele é o principal acusado do assassinato da equipe do jornal "El Comercio", integrado pelo jornalista Javier Ortega, de 36 anos; o fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e o motorista Efraín Segarra, de 60.

O seu grupo armado também é apontado como responsável por vários ataques na área da fronteira com a Colômbia, nos quais quatro soldados também morreram.

"A Pátria está de luto, mas vai se restabelecer e nós vamos juntos colocar nosso inimigo para fora da nossa terra de paz", acrescentou Moreno, reforçando a tese de que os grupos ilegais que geraram fatos violentos na região da fronteira equatoriana provenientes da Colômbia.

"O Equador deve lutar para derrotar os grupos de criminosos e capturar o responsável por essa tragédia, o narcotraficante conhecido como 'Guacho'", insistiu o presidente.

Os equatorianos, acrescentou Moreno, devem estar seguros "que jamais deixaremos de ser um território de paz. Devemos isso a nós mesmo, devemos às nossas famílias, aos nossos filhos", afirmou.

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