Rand Paul salva Mike Pompeo de derrota histórica no Senado dos EUA

Washington, 23 abr (EFE).- O diretor da CIA, Mike Pompeo, se livrou por pouco nesta segunda-feira de se tornar o primeiro indicado a secretário de Estado a ser rejeitado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, graças ao fato de o legislador republicano Rand Paul ter decidido apoiar-lhe no último momento.

O Comitê de Relações Exteriores do Senado, que tem 21 membros, decidiu dar sua recomendação a Pompeo para o posto por 12 votos a favor e nove contra - todos democratas.

Um senador democrata, Chris Coons (Delaware), apoiou Pompeo deixando claro que fazia isso apenas porque era necessário por uma questão de procedimento, para evitar ter de esperar até quase meia-noite a chegada de um legislador republicano ausente por motivos pessoais.

A votação final de confirmação é esperada para esta mesma semana e, com toda segurança, Pompeo conseguirá o sinal verde do plenário do Senado, onde os republicanos têm uma ajustada maioria.

Nunca antes um candidato à chefia diplomática do país, um cargo cujo processo de confirmação costuma ter mais consenso bipartidário que outros do gabinete, tinha encontrado uma rejeição similar no Congresso.

Os contrários à sua indicação criticam sua linha dura, suas posições ultraconservadoras em temas como o casamento gay e, em geral, uma visão da política externa similar demais à do presidente, Donald Trump: mais agressiva que diplomática.

No entanto, espera-se que o plenário do Senado o confirme sem sobressaltos no cargo, uma vez que três legisladores democratas disseram que votarão a seu favor.

A surpresa aconteceu hoje, pouco antes de começar a sessão do Comitê de Exteriores, pelas mãos do libertário Rand Paul, um crítico declarado do intervencionismo dos Estados Unidos no mundo.

"Havendo recebido garantias do presidente Trump e do diretor Pompeo que está de acordo com o presidente nestes importantes assuntos, decidi apoiar sua indicação para ser nosso próximo secretário de Estado", escreveu Paul em sua conta do Twitter.

O senador se referia, como indicou em mensagem anterior, à opinião de Trump de que a guerra do Iraque "foi um erro" e que os Estados Unidos devem "pôr fim ao seu envolvimento no Afeganistão".

Trump tinha manifestado horas antes no Twitter seu enfado com os "obstrucionistas" democratas que planejavam votar contra Pompeo e sua porta-voz, Sarah Sanders, apontou diretamente para Paul, o único republicano do comitê que tinha dito que se posicionaria contra.

Embora vá receber o sinal verde do Senado esta semana, já está claro que Pompeo não terá a arrasadora maioria obtida por outros secretários de Estado, um apoio que também não obteve seu predecessor, Rex Tillerson, demitido pelo presidente em março após meses de atritos por sua visão da política externa.

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