Piñera vem ao Brasil com comércio, integração e crise da Venezuela na agenda

Brasília, 26 abr (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, será recebido nesta sexta-feira pelo presidente Michel Temer, com quem discutirá uma agenda centrada em assuntos comerciais e de integração, além da grave crise que afeta a Venezuela.

A situação da Venezuela é preocupa tanto Chile como o Brasil e ganhará destaque porque a visita de Piñera coincidirá com a chegada a Brasília do ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, exilado na Espanha desde novembro do ano passado, quando fugiu da casa onde estava em prisão domiciliar e deixou o país.

Antes de vir ao Brasil, o presidente do Chile passará nesta quinta-feira por Buenos Aires, onde se reunirá com o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Piñera também participará de um evento sobre a crise na Venezuela ao lado de Ledezma e do escritor peruano Mario Vargas Llosa, entre outras personalidades.

Apesar de não haver um encontro marcado entre Ledezma, Temer e Piñera, diversas fontes consultadas pela Agência Efe não descartaram a possibilidade de haver pelo menos uma "breve" reunião.

Essa viagem é a primeira do presidente do Chile desde que assumiu o poder em março. Segundo fontes ouvidas pela Efe, a escolha de Argentina e Brasil como destinos representa um sinal para os dois principais parceiros comerciais do país na região.

De fato, a agenda de Piñera no Brasil focará em iniciativas para potencializar o comércio e os investimentos mútuos, que são um dos eixos da relação bilateral.

Durante a visita será assinado um acordo de proteção de investimentos, que estabelecerá um mecanismo bilateral para a resolução de eventuais controvérsias. Ambos os governos concordam que a medida dará maior segurança jurídica às operações.

O Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos, de cerca de US$ 3 bilhões. As empresas brasileiras mantêm investidos no país cerca de US$ 4 bilhões.

Os dois também assinarão um acordo sobre aquisições públicas e anunciarão medidas para ampliar o comércio bilateral, que chegou no ano passado a US$ 8,5 bilhões, alta de 22% em relação a 2016.

No âmbito regional, além da crise da Venezuela, Piñera e Temer devem analisar o processo de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, formada por Chile, Colômbia, Peru e México.

Também será discutido o projeto do Chamado Corredor Bioceânico, uma rodovia que deve partir do Mato Grosso do Sul em direção aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A primeira viagem de Piñera ao Brasil em seu segundo mandato presidencial terá status de visita de Estado. Por esse motivo, ele também se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. EFE

ed/lvl

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