Trump afirma que poderia viajar a Jerusalém para abertura da embaixada

Washington, 27 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que pode viajar a Israel para a mudança da embaixada americana a Jerusalém no próximo dia 14 de maio, e se mostrou "orgulhoso" de sua controversa decisão.

"Pode ser que vá (a Jerusalém para a mudança da embaixada)", disse Trump em entrevista coletiva junto à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na Casa Branca.

Trump prometeu em dezembro do ano passado que transferiria a embaixada dos EUA de Tel Aviv a Jerusalém, uma decisão que representa um desafio ao consenso internacional de não reconhecer nenhuma soberania na cidade até que israelenses e palestinos consigam um acordo de paz.

O presidente americano se mostrou "muito orgulhoso", já que "(a mudança da embaixada a) Jerusalém foi um tema prometido durante muitos anos, todos fizeram promessas de campanha", ao lembrar que a proposta também tinha sido feita por alguns dos seus antecessores na Presidência.

Atualmente, nenhum país tem embaixada em Jerusalém, onde só mantêm consulados, ao entenderem que isso representaria uma aceitação de fato da soberania israelense da cidade, cuja parte oriental é considerada pela comunidade internacional território palestino ocupado por Israel.

Embora a Casa Branca não tenha confirmado sua presença, veículos de imprensa israelenses anteciparam que a delegação americana em Jerusalém seria liderada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, junto com a filha de Trump, Ivanka, e seu marido, Jared Kushner, ambos assessores presidenciais.

Desde que o presidente americano reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou a mudança da embaixada, Honduras, Romênia, Guatemala e República Tcheca declararam publicamente que seguirão seus passos.

Os palestinos consideraram este ato uma provocação que desqualificou do governo de Trump como mediador honesto no processo de paz palestino-israelense.

Desde então, o pressente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e outros representantes da ANP se negaram a se reunir com a equipe negociadora americana.

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