Médico que ajudou a procurar Bin Laden é transferido de prisão no Paquistão

Islamabad, 28 abr (EFE).- O governo do Paquistão transferiu de prisão, por motivos de segurança, o médico que ajudou a CIA a procurar por Osama bin Laden, ex-líder da Al Qaeda e morto em 2011.

Shakil Afridi saiu na noite de quinta-feira de uma prisão na cidade de Peshawar, no noroeste do país, e foi levado para uma penitenciária em Rawalpindi, na região metropolitana de Islamabad.

O advogado do médico, Qamar Nadeem, afirmou que não foi informado sobre o motivo da transferência. No entanto, um funcionário do governo da província de Khyber Pakhtunkhwa, da qual Peshawar é capital, revelou à Efe que a troca foi feita por "segurança".

Afridi participou de uma falsa campanha de vacinação em Abbottabad orquestrada pela CIA para conseguir amostras do DNA de Bin Laden. Ele foi preso pouco depois da morte do terrorista em uma operação de militares americanos em 2 de maio de 2001.

Um ano depois, Afridi foi condenado a 33 anos de prisão por laços com grupos terroristas por um tribunal das regiões tribais do Paquistão. A região ainda adota um ordenamento legal da época colonial britânica e não segue a Constituição do país.

A pena do médico, que nunca foi explicitamente condenado por traição por ajudar a CIA, foi reduzida a 23 anos de prisão em 2014.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante a campanha eleitoral que libertaria Afridi em "dois minutos" se fosse eleito. A afirmação causou revolta no governo do Paquistão.

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