Israel diz que atuação na fronteira com Gaza não contradiz a lei

Jerusalém, 29 abr (EFE).- A atuação do Exército de Israel na fronteira com Gaza está dentro das leis nacionais e internacionais, disse neste domingo o Ministério de Justiça do país em resposta a uma denúncia de uma organização ao Tribunal Supremo.

A ONG Yesh Din questionou no Tribunal Supremo o uso de munição real por parte do Exército de Israel contra manifestantes durante os protestos realizados na fronteira desde 30 de março.

Segundo Ministério de Saúde da Palestina, 44 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridos.

"Esses eventos são parte do conflito armado entre Hamas e Israel", afirmou o ministério em comunicado.

O Ministério de Justiça de Israel explicou na nota que enviará normas de comportamento militar e informações confidenciais sobre esse assunto ao Tribunal Supremo.

O Exército de Israel não permite que ninguém se aproxime da cerca de separação na fronteira e acusou o Hamas, que governa Gaza, de tentar transformar a área em uma zona de combate.

Israel alega que a organização islamita, que considera como terrorista, usa os protestos como pretexto para instalar explosivos, deixar a cerca vulnerável e se infiltrar no território israelense.

Desde o início da chamada Grande Marca do Retorno em março, o número de palestinos mortos por soldados de Israel cresceu. Diversas ONGs acusaram o Exército de uso excessivo de força. A Anistia Internacional pediu um embargo de armas ao país.

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