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Dissidentes das Farc fazem exigências para entregar corpos de jornalistas equatorianos

Familiares dos jornalistas equatorianos sequestrados por dissidentes do grupo colombiano das Farc protestam em nome das vítimas  - Rodrigo Buendia/AFP
Familiares dos jornalistas equatorianos sequestrados por dissidentes do grupo colombiano das Farc protestam em nome das vítimas Imagem: Rodrigo Buendia/AFP

Bogotá

30/04/2018 16h31

O grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) liderado por Walter Patricio  Arizala, conhecido como "Guacho", pediu nesta segunda-feira (30) um corredor humanitário na fronteira entre Colômbia e Equador para devolver os corpos dos três profissionais do jornal "El Comercio" sequestrados e mortos pelos membros da guerrilha.

O comunicado do grupo, batizado como Frente Oliver  Sinisterra, foi divulgado por vários veículos da imprensa dos dois países. Os guerrilheiros também prometeram libertar três comerciantes sequestrados há algumas semanas se o corredor for criado.

Fontes oficiais do Ministério do Interior do Equador disseram a Efe que seguem verificando a autenticidade do comunicado. A Colômbia também não confirmou se a nota dos guerrilheiros é verdadeira.

As autoridades de ambos os países começaram há semanas operações na região para terminar com o grupo dissidente. Segundo fontes, a Frente Oliver  Sinisterra teria cerca de cem integrantes.

A equipe do "El Comércio" era formada pelo jornalista Javier Ortega, de 36 anos, pelo fotógrafo Pául Rivas, de 45, e o motorista Efraín Segarra, de 60 anos. Eles foram para a província de Esmeraldas no dia 25 de março e um dia depois foram sequestrados.

O presidente do Equador, Lenin Moreno, confirmou no último dia 13 de abril que os três tinham sido assassinados pelo grupo liderado por "Guacho".

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