Humala e sua esposa são libertados após 9 meses de prisão preventiva

Lima, 30 abr (EFE).- O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, e sua esposa, Nadine Heredia, foram libertados nesta segunda-feira, depois de nove meses em prisão preventiva, em cumprimento de um sentença do Tribunal Constitucional, que revogou a decisão de um juizado relativa a uma investigação de lavagem de dinheiro.

Humala deixou a prisão da Direção de Operações Especiais da Polícia (Diroes) no distrito de Ate, enquanto Heredia saiu da prisão de mulheres no distrito de Chorrillos, rodeados em ambos casos de dezenas de simpatizantes e grandes medidas de segurança.

O ex-governante (2011-2016) e sua esposa são investigados pelo Ministério Público peruano pelos supostos repasses irregulares da Odebrecht à sua campanha eleitoral de 2011 e do governo venezuelano nos pleitos de 2006.

"Estivemos lutando para que prevaleça o estado de direito e o respeito à Constituição", afirmou Humala aos jornalistas e apoiadores que se amontoaram nos arredores da prisão.

O ex-governante, que usava terno e gravata, apareceu na parte superior do teto da caminhonete que o transportava para fazer breves declarações.

Humala agradeceu sua equipe de advogados que, segundo disse, "esteve trabalhando duro para que isto seja uma realidade" e anunciou que irá para a sede principal do Partido Nacionalista Peruano (PNP) para cumprimentar seus militantes antes de dirigir-se à sua casa.

"Agora o meu pensamento, o meu coração, está com a minha família; mas, por respeito a toda a minha militância, irei à sede do Partido Nacionalista para cumprimentá-los, e daí irei à minha casa para reunir-me com toda minha família", concluiu.

Uma hora antes, Heredia já havia deixado sua prisão em meio a um tumulto de jornalistas que seguiram todo o percurso do seu carro até sua casa no distrito residencial de Sulco, em Lima, e inclusive chegaram a entrar na garagem da residência, causando a irritação da ex-primeira-dama.

Embora o Tribunal Constitucional tenha ordenado na quinta-feira passada a libertação de Humala e Herédia, essa decisão só foi recebida hoje pela Corte Superior de Justiça de Lima, que iniciou o trâmite para cumprir com as respectivas solturas.

Nesse sentido, o advogado do ex-governante, Alberto Otárola, declarou neste domingo à Agência Efe que apresentaria uma denúncia por prisão indevida, pelo fato de libertação não ter sido executada de forma imediata.

Humala e Heredia estavam em prisão preventiva à espera do início do julgamento contra eles marcado para julho deste ano, depois que a promotoria argumentou risco de fuga e obstrução da Justiça.

De acordo com depoimentos dos representantes da Odebrecht a procuradores peruanos, Heredia recebeu US$ 3 milhões da construtora brasileira para a campanha de seu marido em 2011, quando foi eleito presidente do Peru.

Além disso, o casal é investigado pelas supostas contribuições recebidas do governo do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez durante a campanha de 2006.

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