Trump adverte que pode se envolver em investigação sobre trama russa

Washington, 2 mai (EFE).- O presidente americano, Donald Trump, garantiu nesta quarta-feira que "em algum momento" não terá "outra opção" a não ser se envolver na investigação sobre a suposta trama russa, que qualificou de maneira repetida como uma "fraude".

"Em algum momento não terei outra opção do que usar os poderes outorgados à Presidência e me envolver", afirmou Trump em mensagem na sua rede social favorita, Twitter.

Trump insistiu que trata-se de "um sistema combinado" e rejeitou que tenha ocorrido conspiração ou obstrução à justiça, algo que considerou uma "armadilha", respectivamente.

Vários legisladores republicanos criticaram que o Departamento de Justiça, e especialmente seu número dois, Rod Rosenstein, tenha evitado entregar documentos ao Congresso nos quais, supostamente, está demonstrado que alguns funcionários se expressaram parcialidade contra Trump.

Segundo publicou ontem à noite o jornal "The Washington Post", o procurador especial americano que investiga a chamada trama russa, Robert Mueller, ameaçou a equipe legal de Trump com uma citação se o presidente se negasse a colaborar e ser interrogado.

Mueller fez esta advertência durante uma reunião em 5 de março, segundo revelaram ao jornal sob condição de anonimato quatro pessoas com conhecimento do encontro.

Além disso, nesta segunda-feira o "The New York Times" tornou público um questionário com 50 perguntas que Mueller entregou aos advogados de Trump em março para o eventual interrogatório.

As questões abrangiam um leque de assuntos que o procurador especial tocou em sua investigação, que neste mês de maio completa um ano, embora mostrava especial interesse nas decisões de Trump que poderiam incorrer em obstrução à justiça.

Além disso, uma dezena de perguntas indagavam sobre os possíveis nexos de Trump e seu entorno com a Rússia durante a campanha eleitoral presidencial de 2016.

Apesar disso, Trump tuitou na terça-feira que nenhuma das perguntas filtradas trata sobre o suposto "complô" entre sua campanha eleitoral e a Rússia.

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