Esposa de Bill Cosby sai em sua defesa e critica Justiça dos EUA

Washington, 3 mai (EFE).- Camille Cosby, esposa do comediante Bill Cosby, que recentemente foi declarado culpado de três crimes de agressão sexual, defendeu nesta quinta-feira a inocência de seu marido e criticou duramente o sistema judicial dos Estados Unidos, as mulheres que o acusaram e o tratamento dos veículos de imprensa.

"Mais uma vez, uma pessoa inocente foi considerada culpada com base em um frenesi infundado, inquestionável, inconstitucional, propagado pela mídia e aceito em um suposto tribunal de justiça", afirmou Camille Cosby em comunicado enviado aos meios de comunicação.

A mulher, que está casada com o ator há 54 anos, comparou o caso de seu marido com outros de homens negros acusados falsamente no passado de abusarem de mulheres brancas.

"Isto é uma justiça mafiosa, não a justiça real. Esta tragédia deve ser desfeita, não só para Bill Cosby, mas também para o país", acrescentou a esposa do comediante.

A canadense Andrea Constand, cujo caso foi decidido na semana passada contra Bill Cosby, e outras mulheres que acusaram o comediante de ter abusado sexualmente delas entre os anos de 1960 e 2000, foram também fortemente criticadas pela esposa, que as tachou de "mentirosas".

"Acredito firmemente que o testemunho recente (de Constand) durante o julgamento foi mentiroso. Como ficou demonstrado no julgamento, não contou com nenhuma evidência e esteve infestado de inumeráveis e desonestas contradições", afirmou Camille.

Por outro lado, Camille criticou a cobertura midiática do caso de seu marido desde o ano de 2014 e disse que o tratamento dos veículos de imprensa violou a quinta e a 14ª emenda da Constituição americana, que protegem o direito ao devido processo legal e à proteção igualitária.

"Bill Cosby foi tachado como culpado porque os veículos de imprensa e os acusadores disseram assim... Ponto", escreveu Camille.

Os crimes pelos quais o ator foi declarado culpado na semana passada são: penetração sem consentimento, penetração enquanto se está inconsciente e penetração após o fornecimento de um entorpecente.

Mais de 60 mulheres acusaram Bill Cosby de abusar sexualmente delas entre os anos de 1960 e 2000, mas esses casos não prosperaram por terem prescrevido e só foi levado a julgamento o decidido em 26 de abril, pelas acusações da canadense Costand.

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