EUA acabam com proteção temporária que beneficiava 55.000 hondurenhos

Washington, 4 mai (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) para Honduras e deu uma margem de 18 meses a seus 55.000 beneficiados para que retornem a seu país ou busquem outra via para regularizar sua situação migratória.

Em comunicado, o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos anunciou o fim do TPS que desde 1999 permitia a milhares de hondurenhos residir e trabalhar no país, mas lhes deu um prazo de 18 meses, até 5 de janeiro de 2020, para que busquem outra solução.

Em 1999, o então presidente Bill Clinton (1993-2001) outorgou o TPS aos hondurenhos que já estavam nos Estados Unidos devido à destruição causada pelo furacão "Mitch".

O Departamento de Segurança Nacional decidiu acabar com o TPS para Honduras depois de ter avaliado as condições no terreno e ter concluído que as circunstâncias que provocaram sua designação, a devastação do furacão, já não estão presentes e, portanto, essa permissão deve expirar.

A secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, determinou que a "interrupção das condições de vida em Honduras pelo furacão 'Mitch' que serviu de base para sua designação do TPS diminuiu a tal grau que já não deveria ser considerado substancial", explicou o governo no seu comunicado.

Em novembro do ano passado, os EUA haviam decidido estender o TPS para Honduras durante seis meses, até 5 de julho de 2018.

O governo devia comunicar sua decisão sobre o futuro do TPS para Honduras 60 dias antes que expirasse, razão pela qual a data limite para esse anúncio era amanhã, 5 de maio.

O Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS, na sigla em inglês) calcula que, no total, 86.000 hondurenhos se beneficiaram do programa desde o seu início em 1999.

Com 55.000 beneficiários atualmente, Honduras é o segundo país com mais amparados pelo TPS, abaixo de El Salvador, e mais da metade (63%) viveram nos Estados Unidos durante pelo menos 20 anos, segundo um relatório do Centro para Estudos sobre Migração, um centro de pensamento não partidário.

Nesse tempo, os "tepesianos" de Honduras tiveram 53.500 filhos que têm a cidadania americana, segundo dados do Centro para Estudos sobre Migração.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos