Colômbia e ELN retomarão diálogos de paz em Havana

(Atualiza com declarações do presidente Juan Manuel Santos).

Bogotá, 5 mai (EFE).- O governo da Colômbia e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) retomarão os diálogos de paz em Havana (Cuba), após o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciar que o país deixaria de ser mediador e sede das negociações, informaram ambas as delegações neste sábado.

Em breve comunicado conjunto, as duas equipes negociadoras explicaram que decidiram recomeçar as negociações na capital cubana após analisarem de forma conjunta as opções para poder voltar aos diálogos "o mais em breve possível".

Durante o trabalho no quinto ciclo em Havana, que já foi sede dos diálogos de paz com as Farc, as partes trabalharão para acertar um novo cessar-fogo bilateral, assim como o projeto de participação da sociedade nas negociações. Governo e ELN também disseram que os diálogos começarão "na próxima semana" e agradeceram as "manifestações de apoio por parte de diversas organizações da sociedade e da comunidade internacional", especialmente aos "governos que se ofereceram para receber a mesa de diálogos".

No dia 18 de abril, Moreno enviou a chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa, para informar à chanceler colombiana, María Ángela Holguín, que o Equador suspendia a ajuda para as conversas, que eram realizadas em Quito. Em comunicado, a Secretaria Nacional de Comunicação equatoriana detalhou que "a decisão será mantida enquanto a guerrilha do ELN continuar executando atividades terroristas".

Os diálogos de paz começaram em fevereiro de 2017 e o seu maior marco foi um cessar-fogo bilateral de 101 dias entre 1º de outubro do ano passado e 9 de janeiro deste ano. Ao anunciar o início, as partes informaram que instalariam "uma mesa de conversas única no Equador", mas as sessões da mesa também ocorreram no Brasil, na Venezuela, no Chile e em Cuba.

Em declarações a jornalistas, o presidente Juan Manuel Santos disse estar satisfeito com o reatamento dos diálogos após o impasse.

"Hoje também foi decidido que na próxima semana serão retomadas as negociações com o ELN para buscar um cessar-fogo e para buscar avançar o máximo possível nesse processo", garantiu.

O chefe da equipe negociadora do governo colombiano, Gustavo Bell, afirmou que o anúncio "reitera a firme vontade da mesa (de negociações) de seguir trabalhando pelo desenvolvimento da agenda que permita assinar um acordo final para acabar com o conflito armado", conforme comunicado de seu escritório.

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