Especialistas avaliarão resposta do Unaids a casos de assédio após escândalo

Genebra, 7 mai (EFE).- Um painel de cinco especialistas independentes revisará a resposta do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (Unaids) para prevenir e solucionar casos de assédio sexual, intimidação e abuso de poder após o escândalo que envolveu o diretor-adjunto da organização, o brasileiro Luiz Loures.

Em comunicado, o Unaids anunciou que essa equipe investigará a cultura organizacional adotada nos últimos sete anos na sede principal do programa e nos escritórios regionais.

O objetivo é revisar a eficácia de políticas e procedimentos existentes para prevenir e lidar com esse tipo de comportamento, recomendando medidas para melhorar a resposta a esse tipo de caso.

O painel terá como responsabilidade garantir que o secretariado do Unaids tenha um sistema interno suficientemente forte para identificar "comportamentos inaceitáveis" e adotar medidas rápidas para garantir que haja uma prestação de contas transparente.

O Unaids e o diretor-executivo do programa, Michel Sidibé, foram muito criticados pela gestão de um recente escândalo de assédio.

Em fevereiro, a organização negou ter relação com uma investigação sobre acusações contra o brasileiro de assédio sexual e agressão contra uma colaboradora entre 2011 e 2015.

O Departamento de Comunicação do Unaids anunciou que Loures deixou o cargo no dia 30 de abril, quando se aposentaria.

Uma investigação independente realizada por uma instância de supervisão interna da Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que o caso "carecia de fundamento e recomendou fecha-lo", disse o então diretor de comunicações da entidade, Maesh Mahalingam.

A Code Blue Campaign e a Aids-Free World informaram que a investigação foi reaberta e que a suposta vítima soube da decisão pela imprensa. O Unaids confirmou a reabertura da investigação alegando ter recebido "denúncias adicionais".

As denúncias serão investigadas agora pelo Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU. A última palavra sobre o caso será do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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