Procurador-geral de Nova York renuncia após ser alvo de denúncias de agressão

Nova York, 7 mai (EFE).- O procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, anunciou nesta segunda-feira sua renúncia ao cargo, pouco depois da divulgação de denúncias contra ele em relação a supostas agressões físicas contra várias mulheres.

Schneiderman informou da sua decisão em comunicado público no qual reconhece que as acusações divulgadas na revista "The New Yorker" podem lhe impedir de realizar seu trabalho "neste momento crítico".

A informação foi divulgada menos de quatro horas após o surgimento das primeiras denúncias, e pouco depois que o governador do estado, Andrew Cuomo, recomendasse publicamente que ele deixasse o cargo.

Em sua breve declaração, Schneiderman disse que "questiona firmemente" as "graves" acusações feitas contra ele.

"Embora estas denúncias não estejam relacionadas com a minha conduta profissional ou ao funcionamento do meu escritório, de fato me impedirão dirigir o trabalho do escritório neste momento crítico", acrescenta a declaração.

Schneiderman, de 63 anos, eleito para este cargo em 2010, acrescenta que, por isso, deixará o cargo quando terminar sua jornada de trabalho desta terça.

O procurador-geral de Nova York, do Partido Democrata, é uma figura muito crítica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ocupou um lugar de destaque no movimento contra os abusos sexuais que surgiu no ano passado nos Estados Unidos.

As acusações contra Schneiderman apareceram em artigo publicado na edição digital da revista "The New Yorker", um dos veículos de imprensa que revelou no ano passado o escândalo de abusos sexuais que afetou o produtor de Hollywood, Harvey Weinstein.

Segundo a revista, quatro mulheres denunciaram que Schneiderman, com quem afirmam ter mantido uma relação sentimental, as agrediu fisicamente em várias ocasiões durante os últimos anos, embora só agora esses fatos foram conhecidos publicamente.

A publicação menciona que apenas duas das envolvidas, identificadas como Michelle Manning Barish e Tanya Selvaratnam, tornaram públicas suas supostas experiências com o procurador-geral, pois garantem que, ao fazer isso, "protejam outras mulheres".

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