Votação para eleições gerais na Malásia chega ao fim

Kuala Lumpur, 9 mai (EFE).- Os colégios eleitorais da Malásia fecharam suas portas às 17h (horário local, 6h de Brasília), nesta quarta-feira, para as eleições gerais no país e que se apresentam as mais equilibradas desde a independência.

O anúncio do fechamento dos colégios coincidiu com apelos das organizações dos direitos civis para que os eleitores exigissem o depósito de seu voto, se no momento do encerramento, ainda estiverem nos centros de votação.

O índice de participação alcançava, às 12h (hora local), 47% dos mais de 14 milhões de possíveis eleitores e analistas locais consideram que uma alta participação nas urnas favorece a oposição e prejudica a coalizão do governo.

A tendência da votação será conhecida hoje à noite (hora local) com a divulgação dos primeiros resultados a favor de Barisan Nasional, ou Frente Nacional, do primeiro-ministro Najib Razak, e de Pakatan Harapan, ou Pacto pela Esperança, do ex-chefe de governo Mahathir Mohamad.

Apoiado pela coalizão no poder desde a independência, Najib desponta como favorito para se reeleger pela segunda vez, depois de se eleger pela segunda vez em 2013, para continuar no cargo que ocupa desde 2009.

Os escândalos de corrupção que dominaram sua gestão e o prestígio de Mahathir, de 92 anos, e cujo governo de 1981 a 2003 coincidiu com o boom econômico do país, apontam que a disputa será marcada pelo equilíbrio.

O desenvolvimento da campanha eleitoral e as circunstâncias em que as eleições são realizadas receberam críticas de grupos da sociedade civil, que duvidam da imparcialidade da administração.

"Estas eleições estiveram cheias de irregularidades, como sempre ocorre neste país", declarou à Agência Efe, Jerald Joseph, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Malásia.

"Detectamos a distribuição de dinheiro e vantagens para os eleitores para apoiar a coalizão governamental", afirmou.

Noor Farida Ariffin, porta-voz da organização reformista Grupo 25, denunciou à Efe "a politização do Islã por parte de Najib para ganhar o voto da maioria malaia".

"É um jogo perigoso porque leva à radicalização", disse.

Vários países ocidentais declinaram do convite para enviar observadores às eleições, que não é supervisionada pela UE.

Além das principais coalizões eleitorais, no pleito também concorre o Partido Islamita da Malásia (PAS), embora com baixas expectativas de representação.

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