Cúpula entre Trump e Kim vai durar um dia e não haverá "condições prévias"

Washington, 10 mai (EFE).- A presidência dos Estados Unidos prevê que a cúpula entre Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, marcada para 12 de junho, deve durar apenas um dia e acrescentou que o governo americano não planeja impor "condições prévias" para a mesma, mas sim conseguir "avanços materiais" para a desnuclearização do regime comunista.

"Agora mesmo estamos esperando que (a cúpula) dure apenas um dia", disse a diretora de negociações internacionais no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Victoria Coates, em declarações aos jornalistas na residência presidencial.

A funcionária não deu detalhes sobre o tempo em que Trump e Kim ficarão reunidos em Cingapura, mas reiterou que, "por se tratar de um encontro entre chefes de Estado, se eles disserem que querem uma hora ou duas, ninguém vai dizer-lhes que não podem fazê-lo".

Ao ser perguntada se espera que a Coreia do Norte faça mais gestos de boa vontade antes da cúpula, como compartilhar informações sobre seu programa nuclear, Coates respondeu que isso "certamente assentaria as bases para uma maior chance de sucesso" para a reunião.

"No entanto, até agora não há sinais de (que vamos impor) condições prévias", reiterou a funcionária americana.

Coates também lembrou que, apesar de todos os gestos de distensão, a cúpula ainda poderia ir por água abaixo se Kim "fizer algo que seja inaceitável" para os Estados Unidos.

Quanto aos resultados da cúpula, Coates reiterou que os objetivos de Trump "estão claros", e quer "a eliminação irreversível e verificável do programa de armas nucleares" da Coreia do Norte.

"E se não houver avanços materiais nessa área, não haverá (acordo). Não vamos chegar a um acordo simplesmente para ter um acordo. São necessários avanços materiais", frisou Coates.

A respeito dos elogios que Trump fez a Kim depois da libertação dos três americanos detidos na Coreia do Norte, Coates assegurou que a Casa Branca "não se ilude sobre esta gente", em referência aos norte-coreanos.

"Mas conseguimos fazer com que nossa gente voltasse para casa antes (da cúpula), ao invés de que fosse algo secundário, uma espécie de bônus. Essa era uma prioridade nossa, algo que eles tinham que nos dar", reiterou Coates.

A respeito da decisão de manter a reunião em Cingapura, Coates se limitou a dizer que é "uma localização muito conveniente".

Ao ser questionado a respeito pela Efe, um funcionário da Casa Branca, que pediu o anonimato, disse que a cidade-Estado do sudeste asiático foi escolhido por suas garantias de "segurança", por sua "localização" e porque é "neutro", já que mantém relações diplomáticas tanto com Washington como com Pyongyang.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos