Candidato à presidência do Congo em 2016 é preso por planejar golpe de Estado

Brazzaville, 11 mai (EFE).- O general Jean-Marie Michel Mokoko, candidato à presidência da República do Congo nas eleições realizadas em 2016, foi condenado nesta sexta-feira a 20 anos de prisão, acusado de conspirar para promover um golpe de Estado.

Mokoko, de 71 anos, foi condenado por um tribunal de Brazzaville, capital do país, por "minar a segurança interna do Estado".

O general disse ser inocente. Ele também foi acusado de posse ilegal de armas e munição de guerra.

Mokoko tem três dias para apresentar recurso contra a decisão.

Durante o julgamento, os promotores revelaram que encontraram 11 fuzis de assalto e 13 granadas na casa do general. Segundo a acusação, o armamento tinha sido reunido para preparar um golpe de Estado junto com mercenários franceses.

O objetivo era derrubar do poder o atual presidente do país, Denis Sassou Nguesso, que está há três décadas no cargo.

Mokoko foi preso em junho de 2016, três meses após perder as eleições, por aparecer em um vídeo no qual falava sobre o golpe.

O opositor foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Congo entre 1987 e 1993, trabalhou como assessor para paz e segurança de Nguesso e foi representante especial da União Africana (UA) na República Centro-Africana.

Nguesso chegou ao poder em 1979, apoiado pelos militares, e ocupou o cargo até 1992, quando perdeu as primeiras eleições multipartidárias realizadas no Congo. Ele voltou à presidência em 1997, após uma sangrenta guerra civil, apoiado pela Angola.

Desde então, Nguesso venceu o pleito em 2002, sendo reeleito em 2009 e 2016.

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