Casa Branca apoia proposta para conceder cidadania a beneficiários do TPS

Washington, 11 mai (EFE).- O chefe de Gabinete da Casa Branca, John Kelly, afirmou nesta sexta-feira que o governo dos Estados Unidos apoia a ideia de conceder cidadania para os beneficiários do Status de Proteção Temporária (TPS), um programa que permitiu que quase 440 mil pessoas vivessem e trabalhassem no país.

Kelly fez o anúncio em uma entrevista à rádio pública "NPR" ao ser perguntado sobre a decisão do Departamento de Segurança Nacional de acabar com o TPS para vários países. Estão nesta lista El Salvador, Haiti, Nicarágua, Honduras, Síria e Iêmen.

"Acredito que deveríamos pegar todas essas pessoas do TPS que viveram aqui durante um período considerável de tempo e buscar uma forma para que eles possam pedir a cidadania", afirmou Kelly.

O chefe da gabinete citou como exemplo os beneficiários do TPS que vieram de países da América Central e que estão vivendo, em média, há mais de 20 anos em cidades americanas.

O TPS é um programa migratório criado em 1990 para conceder vistos americanos de forma extraordinária aos cidadãos de países afetados por conflitos bélicos ou desastres naturais.

Desde então, o governo renova de maneira automática o TPS a cada 18 meses, mas o presidente Donald Trump decidiu acabar com esses vistos, argumentando que eles eram temporários. Para o republicano, o Congresso deve aprovar uma lei para regularizar a situação.

O programa beneficiava 439.625 pessoas, de 13 países diferentes, no fim de 2016, de acordo com dados do Serviço de Cidadania e Imigração (Uscis).

Nos últimos meses, a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, terminou com o TPS para 195 mil salvadorenhos, 55 mil hondurenhos, 50 mil haitianos e 5 mil nicaraguenses. Ela deu de 12 a 18 meses para que eles retornem aos seus países ou busquem alternativas para regularizar a situação de seus vistos nos EUA.

"Fazendo o que fez, a secretária Nielsen está forçando o Congresso dos EUA a solucionar a questão", afirmou Kelly.

O chefe de gabinete afirmou que o Departamento de Segurança Nacional se limita a cumprir as leis. Como o TPS estabelece um status temporário, é preciso que o Congresso aprove uma lei definitiva para resolver a questão.

"Não posso escolher quais as leis que aplico. Se fosse o caso, seria expulso do meu trabalho", indicou o chefe de gabinete.

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