EUA advertem de possíveis sanções a empresas europeias por comércio com Irã

Washington, 13 mai (EFE).- O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, advertiu neste domingo que é "possível" que sejam aplicadas sanções contra empresas europeias que sigam realizando operações com o Irã, após a saída do país do acordo nuclear com Teerã anunciada esta semana pela presidente Donald Trump.

"Acredito que os europeus verão que está dentro de seus interesses finalmente se somar a isto", afirmou Bolton em entrevista à emissora de televisão "CNN".

Perguntado se, após Trump ordenar a volta da imposição de sanções com a saída do pacto, isto representa que as empresas dos parceiros europeus que continuarem com relações comerciais com Teerã poderiam ser alvo de sanções, o ex-embaixador dos EUA nas Nações Unidas reconheceu que "é possível".

"Depende da conduta de outros governos", acrescentou Bolton.

De maneira similar, embora com um pouco mais de diplomacia, se expressou Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, ao assegurar que a retirada de Washington do pacto assinado em 2015 junto com China, França, Reino Unido, Alemanha e Rússia com o Irã "não teve como objetivo pressionar os europeus".

No entanto, ressaltou que "as sanções que estão impostas são muito claras".

Além disso, Pompeo destacou em entrevista à "Fox" que a ideia é conseguir um novo acordo com os parceiros europeus que "funcione a sério" e que trabalhará duramente nos "próximos dias e semanas" para alcançá-lo.

Os países da União Europeia (UE) criticaram nesta semana a saída de Washington do pacto, ao alertar sobre suas consequências, e expressaram seu compromisso de manter-se dentro do acordo.

O pacto, assinado pelo predecessor de Trump, Barack Obama, em 2015, limita o programa nuclear do Irã e o submete a periódicas revisões de inspetores internacionais em troca da suspensão das restrições econômicas impostas sobre Teerã.

O Tesouro dos EUA deu um prazo de entre 90 e 180 dias para que as companhias estrangeiras com operações no Irã cessem suas atividades, em setores-chave como o energético, se não quiserem estar submetidas a sanções econômicas.

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