Jihadista que cometeu ataque em Paris pediu por mais atentados na Europa

Cairo, 13 mai (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) divulgou neste domingo um vídeo do suposto terrorista que cometeu ontem um ataque com uma faca no centro de Paris no qual convoca os radicais a cometer mais atentados na Europa e "onde seja".

Em imagens divulgadas pela rede de mensagem Telegram e cuja autenticidade não pôde ser verificada, o suposto terrorista, que não se identifica, chama seus "irmãos e irmãs" que se encontram na França, na Alemanha, no Reino Unido e "onde seja" para que "atuem na terra dos infiéis".

"Não esperem", pede o homem, coberto com um capuz durante a filmagem, na qual fala em francês.

A imprensa francesa identificou o suspeito do ataque de ontem, no qual uma pessoa morreu, como Khamzat Azimov, nascido em 1997 na Chechênia, república russa de maioria muçulmana, e naturalizado francês em 2010.

"Se podem fazer a 'hijrah' (emigração), façam-na, não duvidem. Mas se não puderem, atuem aqui (...) Eles nos fecharam as portas da 'hijrah'", afirma, em alusão à viagem para territórios controlados pelo grupo extremista.

Além disso, acusa os países que fazem parte da coalizão internacional, que realiza uma campanha militar contra os jihadistas na Síria e no Iraque, de serem os culpados destes ataques.

"Foram vocês que começaram a bombardear o Estado Islâmico. Eu me dirijo à França e aos seus cidadãos: foram vocês que começaram a matar os muçulmanos. Se querem que isto pare, façam pressão sobre o governo de vocês", completa.

No vídeo, de dois minutos e meio de duração, o terrorista jura lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al Baghdadi, dado como morto em várias ocasiões, e pede a seus "irmãos" que se mostrem "firmes" perante a batalha".

De acordo com a imprensa francesa, o suposto autor do ataque, abatido quando tentou agredir policiais durante seu ataque contra transeuntes na região parisiense de Ópera, já estava fichado pelos serviços secretos franceses por sua proximidade com um homem que esteve na Síria, embora não tivesse antecedentes criminais.

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