Começa em Astana nova rodada de negociações sobre a Síria

Moscou, 14 mai (EFE).- O funcionamento das zonas de distensão e a troca de prisioneiros são os dois assuntos abordados na nona rodada de negociações sobre o cessar-fogo na Síria que começou nesta segunda-feira em Astana, capital do Cazaquistão.

"Começaram as negociações bilaterais e trilaterais no marco do processo de Astana sobre a Síria", disse aos jornalistas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão, Anwar Zhainakov.

Representantes do Governo sírio e da oposição armada negociam no processo de Astana com a intermediação dos três países fiadores do cessar-fogo - Rússia, Turquia e Irã - que está em vigor há quase um ano e meio no país árabe.

Na agenda estão "a situação nas zonas de distensão e os preparativos para o grupo de trabalho sobre (as trocas de) prisioneiros", explicou Aydarbek Tumatov, diretor para a Ásia e a África da chancelaria cazaque.

As delegações do regime sírio e dos três países fiadores já estão na capital cazaque, enquanto os representantes da oposição armada chegarão esta noite para participar da reunião plenária de amanhã, da qual sairá uma declaração final assinada por Rússia, Turquia e Irã.

À frente da delegação da oposição armada estará Ahmad Toma, presidente do chamado "Governo temporário" da Síria, segundo Tumatov.

Também estarão presentes nas negociações na qualidade de observadores uma delegação da Jordânia e o representante especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que chegará esta tarde a Astana.

Os Estados Unidos não aceitaram o convite para participar das negociações, uma decisão criticada por Moscou.

"É uma pena. Isto demonstra que eles tentam trilhar seu próprio caminho e não apoiam toda a comunidade internacional na busca de uma solução para o conflito sírio", disse o chefe da delegação russa, Aleksandr Lavrentiev.

A rodada anterior de negociações na capital do Cazaquistão aconteceu em dezembro do ano passado.

A principal conquista do processo de Astana foi a criação de quatro zonas de distensão na Síria - nas províncias de Idlib, Homs, Ghouta e na fronteira com a Jordânia - territórios nos quais está proibida qualquer atividade militar, inclusive voos de aviões.

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