Mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém gera greve e protestos em Gaza

Gaza, 14 mai (EFE).- Gaza vive nesta segunda-feira um dia de protestos e greve geral, com adesão massiva, por conta da mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, que representa um reconhecimento da cidade como capital de Israel, contra o consenso internacional que valia até agora.

Escolas, universidades, bancos, lojas e instituições públicas fecharam as portas e no começo da manhã alguns pneus foram queimados nos principais cruzamentos da capital, onde quase não há carros circulando.

Caminhões e ônibus, por outro lado, estão em vários pontos de Gaza e outras cidades para buscar os moradores e levá-los às fronteiras com Israel, onde foram convocadas para amanhã manifestações, no que tem sido chamado como Dia da Ira. Além disso, a partir de alto-falantes, as mesquitas convocam a população para participar e se unir aos protestos, pedindo 1 milhão de pessoas nas ruas.

O Exército israelense está em estado alerta e reforçou o contingente nas imediações da cidade palestina, com aumento no número de soldados de combate, unidades especiais, forças de inteligência e atiradores de elite. O órgão também lançou panfletos de aviões informando que não haverá tolerância com danos no muro de segurança da fronteira.

Para amanhã também foram convocadas manifestações por ocasião da Nakba (Catástrofe, em árabe), como os palestinos denominam o exílio e a usurpação que representa para eles a criação do Estado de Israel, que completa 70 anos hoje.

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