Número de mortos em confrontos entre israelenses e palestinos sobe para 37

(Atualiza o número de mortos e feridos).

Cidade de Gaza, 14 abr (EFE).- Pelo menos 37 palestinos - entre eles um menor de idade - morreram e 1.700 ficaram feridos por disparos das forças de Israel nos protestos na fronteira com a Faixa de Gaza contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém e por ocasião da Marcha do Retorno, o movimento que reivindica o direito dos refugiados palestinos de retornar a seus lares.

Segundo confirmou o porta-voz do Ministério da Saúde palestino em Gaza, Ashraf al Qedra, o primeiro morto foi Anas Qudieh, de 21 anos, que foi atingido por um projétil de arma de fogo no leste de Khan Yunis, no sul do território palestino.

Pouco depois morreu outro jovem, identificado como Musab Abu Leila, de 28 anos, nas manifestações no leste de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, segundo o mesmo porta-voz.

Mais tarde foram reportadas as mortes de outros cinco palestinos, um número que continuou crescendo conforme as horas passavam. A maioria dos mortos estão na faixa dos 30 anos, mas há pelo menos um menor de idade entre as vítimas, de 14 anos.

A maioria dos feridos foram atingidos por disparos de arma de fogo, enquanto outros sofreram lesões por disparos de balas de borracha e estilhaços. Além disso, muitos palestinos foram atendidos por contusões e pancadas e outros por asfixia.

Testemunhas na região disseram à Agência Efe que os manifestantes conseguiram romper a cerca divisória em um de seus pontos e que dezenas ou centenas deles estavam entrando em território israelense, mas o exército do país judeu declarou à Efe que desconhece essa "infiltração".

Um porta-voz do Hamas indicou em comunicado que "os palestinos não aceitarão viver sob o bloqueio imposto na Faixa de Gaza e estão determinados a escrever seu documento de autodeterminação".

Em uma nota, o exército israelense acusou os islamitas de "dirigirem uma operação terrorista com a cobertura da multidão em dez localidades de Gaza".

"De acordo com as próprias declarações do Hamas e as informações que possuímos, o Hamas tenta realizar uma série de ataques terroristas, entre eles a infiltração em massa em Israel de vários pontos, que visa prejudicar os cidadãos de Israel e as forças de segurança", acrescentaram as forças israelenses na nota.

As ações palestinas para tentar realizar ataques "aconteceram nas últimas semanas e provavelmente vão aumentar hoje", afirmou o exército israelense.

As forças de Israel também relataram que há "cerca de 35 mil manifestantes violentos em 12 localidades ao longo da fronteira", e que outros milhares estão se reunindo em tendas situadas a 500 metros da cerca de segurança.

O exército acrescentou que seus efetivos estão respondendo com métodos de dispersão de massas e com fogo real, e que estão "operando de acordo com seus procedimentos padrão".

As forças israelenses reforçaram sua presença na região com vários batalhões e comandantes militares no terreno para dirigir as operações.

A região adjacente à Faixa foi declarada uma área militar fechada e também está proibido sobrevoar o espaço aéreo de Gaza.

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