Número de mortos em protestos na fronteira de Gaza sobe para 41

(Atualiza o número de vítimas e acrescenta informações).

Cidade de Gaza, 14 jan (EFE).- O número de mortos por disparos do exército de Israel nos protestos na Faixa de Gaza contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém subiu para 41, segundo dados do Ministério da Saúde da Palestina, que estimou em 1.960 os feridos, entre eles 200 menores de idade.

Cerca de 30 feridos estão em estado de extrema gravidade e outros 71 em estado grave, enquanto cerca de 800 apresentam lesões de gravidade média e outros mil sofreram ferimentos leves.

Do total de feridos, 918 foram atingidos por munição real, cinco receberam tiros de balas borracha, 98 sofreram ferimentos de estilhaços, 196 apresentam sinais de pancadas e contusões e mais de 700 foram atendidos por asfixia por gás lacrimogêneo.

O ministério palestino também denunciou que houve disparos contra jornalistas e profissionais de saúde, que resultaram na morte de um paramédico e em ferimentos em outros dois.

Os protestos, convocados por todas as facções palestinas dentro do movimento da Marcha do Retorno, coincidem hoje com a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém e espera-se que continuem amanhã, dia em que os palestinos lembram a 'Nakba' (catástrofe, em tradução do árabe) que para eles representou o nascimento de Israel há 70 anos.

As autoridades de saúde palestinas pediram ao Egito que enviem remédios e material médico de emergência aos hospitais da Faixa de Gaza, assim como equipamentos médicos especializados em cirurgia vascular, ortopédica, anestesia e terapia intensiva, e solicitaram também que se autorize a saída de feridos para serem atendidos em centros especializados no Egito.

Segundo o exército israelense, mais de 35 mil pessoas participaram hoje nos protestos perto da fronteira e centenas deles tentaram ultrapassar a cerca divisória.

O Ministério da Saúde palestino acusou Israel de cometer "um massacre" contra os manifestantes e o ministro Jawad Awad fez uma "convocação urgente" à comunidade internacional para que pressione Israel para deter a violência.

A ONG de defensa dos direitos humanos Anistia Internacional denunciou hoje o uso excessivo da força e uma "repugnante violação da lei internacional" por parte de Israel.

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