Comitê do Senado aprova candidata de Trump ao comando da CIA

Washington, 16 mai (EFE).- O Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira a candidata do presidente Donald Trump para comandar a CIA, Gina Haspel, apesar das críticas relacionadas aos supostos vínculos com programas de torturas da agência.

Segundo informaram em comunicado os líderes do comitê, Haspel saiu ilesa do primeiro obstáculo para superar a aprovação do Senado por uma margem de 10 votos a favor e 5 contra no painel da câmara, na qual os republicanos têm uma maioria de 51 contra 49, além da ausência por doença do senador John McCain.

O presidente do comitê, o republicano Richard Burr, disse nessa nota que Haspel é "a pessoa mais qualificada que o presidente poderia escolher para dirigir a CIA e a candidata mais preparada nos 70 anos de história da agência".

Além disso, garantiu que Haspel trabalhou de maneira "ética, moral e legal" ao longo da carreira de mais de 30 anos na agência, em meio às muitas críticas recebidas pela suposta participação nas torturas cometidas após os atentados de 11 de setembro de 2001.

"Fico satisfeito de ver que o Comitê respalda a sua indicação ao plenário do Senado, e espero a sua rápida confirmação", acrescentou Burr.

Depois da votação desta quarta-feira, a indicação de Haspel passará a ser avaliada pelo Senado todo provavelmente no final desta semana, segundo a imprensa americana.

Apesar da polêmica gerada quando Trump anunciou Haspel como a sua candidata para dirigir a CIA, tudo indica que a indicação será aprovada, após cinco senadores democratas afirmarem publicamente que darão sinal verde.

Haspel, que pode se tornar a primeira mulher a liderar a CIA, reconheceu pela primeira vez na terça-feira que a agência não deveria ter implementado um polêmico programa para torturar e interrogar aos suspeitos de terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Haspel se pronunciou assim em carta que enviou ao senador Mark Warner, o democrata de maior categoria no Comitê de Inteligência do Senado, onde a agente compareceu na semana passada.

A candidata de Trump trabalhou durante 33 anos como agente secreta e só nas últimas semanas a CIA divulgou o destino de algumas de suas missões, em um esforço de transparência para lavar a imagem da agente e coletar o apoio de uma maioria de senadores para a sua confirmação.

O que mais preocupa aos senadores é o papel que Haspel teve em 2002, quando se encarregou de supervisionar uma prisão secreta que a CIA tinha na Tailândia e onde foram interrogados dois indivíduos acusados de pertencer à Al Qaeda: Abu Zubaydah e Abd al Rahim al Nashiri.

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