Líder do Hamas diz que 50 dos 62 mortos em Gaza eram membros do grupo

Cidade de Gaza, 16 mai (EFE).- O Hamas informou nesta quarta-feira que 50 dos 62 palestinos mortos nos protestos na fronteira entre Gaza e Israel nesta semana por fogo israelense eram membros do grupo islamita.

"Na última jornada de enfrentamentos, mataram 62. Destes, 50 eram do Hamas e outros 12 não eram do Hamas e eram gente normal", disse o líder islamita Salah al Bardaweel, membro do politburo do Hamas em entrevista ao canal de televisão palestino "Baladna".

Ao ser perguntado sobre as acusações de que o movimento estaria utilizando os civis de Gaza em seu benefício, Bardaweel respondeu: "não se pode dizer que o Hamas recolhe os frutos e empurra as pessoas para a morte quando 50 de seus membros morreram".

Por sua vez, o porta-voz do Hamas em Gaza, Fawzi Barhoum, deu mais detalhes sobre essa informação e disse à Efe que as 50 vítimas "eram civis, não milicianos, que foram mortas quando estavam participando de um protesto civil, pacífico e popular" e que "o Hamas as adotou como seus membros".

Isso significa que o grupo islamita assumiu o custo de seus funerais e os três dias de luto, e oferece uma compensação econômica às suas famílias.

O tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz do exército israelense para os veículos de imprensa internacionais, repercutiu as declarações de Bardaweel no Twitter e afirmou que: "um alto oficial do Hamas esclarece a verdade sobre quem morreu nos últimos distúrbios orquestrados pelo Hamas".

"Cinquenta dos 62 mártires eram do Hamas. Acreditem em sua palavra. Isto não foi um protesto pacífico", acrescentou o militar.

O exército israelense afirmou em comunicado que pelo menos 24 dos mortos em Gaza eram "terroristas com antecedentes documentados de terror", em sua grande maioria "membros ativos da organização terrorista Hamas e alguns membros ativos da Jihad Islâmica".

O Ministério do Interior em Gaza, que é controlado pelo Hamas, disse que dez dos seus membros morreram nos protestos e publicou suas fotos e nomes.

Israel garante que os protestos de segunda-feira contra a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém, por ocasião da Nakba (catástrofe em árabe, que representa a fundação do Estado de Israel para os palestinos) e dentro da denominada Grande Marcha do Retorno, não foram pacíficos, mas "distúrbios orquestrados pelo grupo terrorista Hamas" para atacar a cerca divisória e infiltrar em seu território para cometer ataques.

Boa parte da comunidade internacional pediu nesta semana que Israel tivesse contenção no uso da força, após a morte de 60 palestinos em um único dia, o número mais alto desde 2014.

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