Ministro da Defesa israelense chama líderes do Hamas de "punhado de canibais"

Jerusalém, 16 mai (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, tachou nesta quarta-feira os líderes do movimento islamita Hamas de "um punhado de canibais que também tratam suas próprias crianças como munição", informou o jornal israelense "Haaretz".

Dois dias depois dos confrontos entre palestinos e tropas israelenses durante os protestos da Marcha do Retorno e contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, que resultaram na morte de 60 palestinos por fogo israelense na segunda-feira e de mais dois ontem, Lieberman esteve na região fronteiriça em que fica a cerca divisória com a Faixa de Gaza.

O ministro considerou que o objetivo do Hamas é "suspender o cerco (sobre Gaza) para poder contrabandear armas" e reafirmar seu poder no território palestino, e condenou que o movimento islamita insiste em não reconhecer Israel.

Diante das críticas a Israel pela ação do exército na segunda-feira, Lieberman afirmou que "os militares agiram segundo normas éticas que não vemos em nenhum outro lugar do mundo", e considerou que seu país não poderá suspender o bloqueio a Gaza sem que o Hamas aceite submeter-se a um processo de desmilitarização.

O exército israelense denunciou em comunicado que pelo menos 24 dos mortos em Gaza eram "terroristas com antecedentes documentados de terror", em sua grande maioria "membros ativos da organização terrorista Hamas e alguns membros ativos da Jihad Islâmica", enquanto o Ministério de Interior em Gaza, que é controlado pelo Hamas, afirmou que dez de seus integrantes morreram nos protestos. EFE

jma-aca/rpr

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