Seul lamenta que Pyongyang tenha cancelado reunião por manobras militares

Seul, 16 mai (EFE).- O governo da Coreia do Sul lamentou, nesta quarta-feira, que a Coreia do Norte tenha cancelado uma reunião de alto nível devido a umas manobras militares entre Seul e Washington, que Pyongyang considera que põem em perigo a cúpula entre Kim Jong-un e Donald Trump, prevista para junho.

Seul tachou de "lamentável" a "decisão unilateral" da Coreia do Norte de adiar as conversas citando esses exercícios aéreos anuais, considerando que isso não se ajusta "ao espírito e propósito dos acordos alcançados entre os líderes dos dois países", segundo explica um comunicado do Ministério da Unificação sul-coreano.

O texto se refere à chamada "Declaração de Panmunjom" que no último dia 27 de abril foi assinada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, onde se estabelece um compromisso pela paz permanente e a "desnuclearização completa" na península coreana.

O comunicado de Unificação acrescenta que Seul "tem a firme determinação de implementar fielmente a Declaração de Panmunjom e pede ao Norte para retornar o mais rápido possível às conversas com o objetivo de conseguir a paz e prosperidade na península".

Por sua vez, um porta-voz do gabinete presidencial sul-coreano explicou em um breve texto que está trabalhando em conjunto com os ministérios da Unificação, Relações Exteriores e Defesa para tentar "descobrir o verdadeiro significado da mensagem enviada pela Coreia do Norte".

Pyongyang notificou Seul nas primeiras horas de hoje que cancelava a reunião de alto nível planejada também para esta quarta, e pouco depois de sua agência estatal de notícias, "KCNA", denunciar em uma nota que as manobras aéreas anuais "Max Thunder" dos Estados Unidos e Coreia do Sul são uma tentativa "de realizar um ataque preventivo" contra seu território.

"Os Estados Unidos terão que avaliar cuidadosamente tudo relacionado com a prevista cúpula com a Coreia do Norte, como estes provocadores exercícios militares conjuntos com a participação das autoridades da Coreia do Sul", acrescenta a nota, em referência à histórica reunião prevista para o dia 12 de junho, em Cingapura, entre os governantes americano e norte-coreano.

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